Na Política

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02/03/15 | 09:13h (BSB)

“Belivaldo tem tudo para ser um grande governador”, defende Lucas Aribé

Em entrevista, vereador fala de projeções do PSB e faz análise sobre acessibilidade na cidade

Por Raissa Cruz

 

O vereador Lucas Aribé (PSB), jornalista e idealizador de muitas ações de respeito às pessoas com deficiência na capital, em entrevista ao NaPolítica, fez ponderações quanto as defesas do seu mandato em prol da acessibilidade e a posição da Prefeitura de Aracaju sobre o tema. Lucas levanta críticas sobre os problemas na capital, e sustenta que Valadares Filho é o nome mais falado no partido para defender a candidatura própria do PSB em 2016 para Aracaju. O vereador comenta também sobre o momento de desgaste do PSB, na rixa com o ex-prefeito Manoel Sukita, e falando dos planos do PSB já para 2018, cita o vice-governador Belivaldo Chagas como nome ideal para pleitear o governo.

 

Nesse início de mais uma legislatura, que ação deverá se destacar no seu mandato?

Nós temos um projeto de nossa autoria que cria o programa senso inclusão em Aracaju. Dados estatísticos atualizados sobre as pessoas com deficiência onde estão, quantas são, que bairros, classe econômica, esses dados só são obtidos no IBGE hoje com atualização de 10 em 10 anos. E a gente pretende que a prefeitura com a ajuda da secretária de assistência social, faça esse levantamento estatístico numa frequência menor, de quatro em quatro anos. Entramos até com requerimento de urgência porque há tempo que este projeto está tramitando e já passou pela Comissão de Justiça. Esse senso é importante para dar o direcionamento de políticas públicas para pessoas com deficiência, para trabalhar com pessoas, por exemplo, que não estão em sala de aula, pessoas de mais idade, enfim ter ciência da quantidade dessas pessoas, para desenvolver ações.

 

Dos trabalhos realizados em seu mandato com relação a acessibilidade, o vereador percebeu avanços ou ainda há muita dificuldade para se tratar dessa questão?

Os principais avanços que percebo, até antes de nossa presença na Câmara, são no âmbito legislativo, o Brasil está muito bem preparado em termos de leis de decretos, normas, mas a prática da acessibilidade. Aqui a própria Câmara passou por reformas para dar as mínimas condições de acessibilidade. Mas sabemos que a caminhada ainda é longa, muito tem que se fazer e depende muito do gestor. Não é só a sociedade que deve diminuir preconceito, discriminação, é importante também que o gestor encare a acessibilidade como política de Estado.

 

Como é essa realidade em Aracaju e como tem sido as junto a Prefeitura de Aracaju?

A Prefeitura de Aracaju tem como um dos grandes desafios, que inclusive foram apontados como prioridade de João Alves foi a saúde. Ele disse em campanha que resolveria os problemas da saúde em 100 dias, nós já estamos com o prefeito em mais de 730 dias que à frente do Município nada melhorou. Continuam as mesmas dificuldades para a população, mesmas greves, falta de profissionais, falta de condições dignas, pessoas ainda ficam meses esperando uma marcação e por ai vai.

 

Mas falando quanto aos meios criados, ou não, de acessibilidade na cidade?

Não vou muito longe. Na aprovação da nossa Lei de acessibilidade, que hoje é a Lei 4.444/ 2013, a gestão interferiu de forma significativa, eliminado 12 artigos que tínhamos no documento. Eram 52 artigos e ficamos com 40, e, mesmo assim, até agora não temos a regulamentação da lei. Não há ações da prefeitura para garantir acessibilidade à população. As calcadas estão como eram antes, não há melhoria nesse quesito. Falta parceria com a sociedade, agora que o IPTU aumentou a prefeitura poderia criar um programa em que o cidadão que consertasse a calçada teria um desconto no pagamento. Também não há área de lazer acessível, não temos parques, não oferecem brinquedos adaptados, e existe uma lei municipal que diz que é para ter. No transporte publico também não há acessibilidade, a comunicação sonora dos semáforos, que a lei municipal obriga, mas não há nem 10 instalados. Nos órgãos públicos falta ter profissionais que saibam libras, um ou outro órgão que tem. Então, estamos distantes de receber que o poder publico municipal tem trabalhado em prol da acessibilidade.

 

Então falta boa vontade do gestor, já que o vereador afirma que há ideias são praticas, ou realmente há dificuldade de investimento?

Entendo que e falta de boa vontade, porque nós apresentamos uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias, trazendo como uma das prioridades da gestão a acessibilidade, assim como saúde, meio ambiente, educação. Mas a emenda foi rejeitada pela bancada da situação, informando que minha emenda estava gerando despesas, e não é permitido.

 

O Plano Diretor, que a Câmara aguarda da prefeitura, trataria da acessibilidade também?

Sim e esperamos com ansiedade, porque é uma das principais leis da cidade. Tão importante que os vereadores precisam de técnicos de estudos, audiências públicas nos bairros para ouvir a população. Esperamos que o projeto chegue à Casa e tenha uma discussão maior do que houve em 2012.

 

Falando sobre política, o PSB foi exposto a um grande desgaste nas últimas semanas envolvendo troca de acusações entre membros do partido e o ex-prefeito Manoel Sukita, que sustenta que houve uma falsificação de assinatura na sua renúncia à candidatura de deputado estadual. Como você, jovem liderança no PSB, avalia esse momento do partido e isso põe em xeque a imagem do partido?

Nessas situações eu me coloco também no lugar do povo. Como o povo tem absorvido tudo isso. Há muitas versões e acusações. A justiça faz a sua parte e quem acha ruim recorre, mas o que fica para a população é uma confusão de ideias. Além disso, as agressões, que ao meu entender não cabem para político ficar agredindo um ao outro com palavras pesadas. Isso é lamentável para a política moderna, gera um desgaste desnecessário ao partido, a uma pessoa como o governador Valadares que tem seu passado incontestável, uma pessoa limpa e descente. Então eu acho que tudo isso deve ser resolvido o quanto antes, quem tiver algum problema pessoal que se resolva, mas a população não deve participar disso.

O desgaste do partido é uma consequência real, o PSB hoje está num momento delicado em Sergipe certo. Era algo que eu não imaginava, porque o PSB é muito grande em Sergipe, temos representatividade em todas as esferas, e agora recuperamos uma vaga na Assembleia, com o deputado Luciano Pimentel. Temos agora na Câmara de Aracaju três vereadores, então o partido está crescendo, e não merece ser tão atingido por uma pessoa que já foi do nosso partido, e que cresceu também vestindo a camisa do PSB.

 

Mesmo diante desse desgaste, o PSB já faz projeções para a disputa municipal de 2016 com candidatura própria? O deputado Valadares Filho que já disputou o cargo na capital seria o nome?

Eu acredito que o nome do PSB para Aracaju é Valadares Filho. Ele teve uma votação expressiva concorreu com um dos principais nomes da política de Sergipe, é um homem bastante experimentado, como se diz na gíria política. Valadares Filho teve quase 40% dos votos e diante da gestão de João Alves, que não está tão bem aceita pela população, e isso se percebe no dia a dia ouvindo as comunidades, o nome de Valadares Filho cresce. Assim também como o de Edvaldo Nogueira, que fez um excelente mandato, Eliane Aquino Ana Lúcia. Há ótimos nomes no grupo para disputar e no nosso partido o nome que eu vejo é o de Valadares Filho.

 

O partido já iniciou esse debate para garantir no grupo o apoio da candidatura própria?

De forma pública não, e no dia-a-dia internamente no partido a gente não vê essa movimentação. Nós estamos com cautela, não temos pressa, falta quase um ano e meio, e muita coisa pode acontecer. Na política hoje é uma coisa amanhã pode ser outra. Tudo pode mudar. Então está muito cedo para fazer qualquer tipo de projeção, mas não se discute outro nome no partido que não seja o de Valadares Filho.

 

É verdade que o PSB já tem perspectivas maiores em Sergipe, principalmente, em relação ao Governo do Estado, cujo governador Jackson Barreto já antecipa que pretende se aposentar depois deste mandato?

Sim e isso acontece em todas as agremiações. O PSB já se planeja, porque na política é engraçado, termina uma eleição e inicia outra já no embriãozinho. Todo mundo pensa em 2016 e 2018, principalmente, as lideranças do partido. O PSB hoje no meu entender tem Belivaldo Chagas como nome perfeito, ideal para ser o nosso governador em 2018. Essa é a minha opinião. Belivaldo já foi do Legislativo, brilhante como deputado; já foi vice-governador, e teve reconhecimento; e agora está mais uma vez. Nas vezes que assumiu o Governo do Estado, ele cumpriu fielmente o seu papel de forma brilhante e correta, sendo 100% correto. Belivaldo tem tudo para ser um grande governador assim como foi Marcelo Déda.

 

Para concluir, o vereador afirmou aqui que a gestão do prefeito João Alves não está sendo aceita pela população. Por quê? E o que vocês gostaria de acrescentar a essa entrevista?


Gostaria de dizer que eu pretendo fazer um discurso essa semana mostrando as promessas do prefeito João Alves e o que ele já realizou até agora. As diferenças entre o discurso e a prática com o abusivo aumento do IPTU. Essa falha grotesca da empresa que veio fazer avaliação dos imóveis, que veio aplicar um sistema de pagamento problemático, estressante, revoltante para a população, um aumento que supera em muitos casos o que foi definido na lei complementar aprovada pela maioria dos vereadores, com alguns votos contrários, inclusive o meu. Então a gente pretende mostrar essa realidade porque às vezes a gestão divulga à população algo que não existe e muitas obras que foram apresentadas até agora foram deixadas por Edvaldo Nogueira, as ações dessa gestão foram pouquíssimas.

 

Da redação NaPolítica

 



26-04-2017
 

 

 

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