Na Política

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22/06/14 | 22:49h (BSB)

Amorim diz que busca formar arco de alianças maior que o de Déda

Senador comenta sobre apoio de João, fala do PDT e da articulação com o PSB, citando Eduardo Campos

Por Raissa Cruz

 

“O maior arco de alianças foi o do governador Marcelo Déda, acho que 13 ou 14 partidos. Creio que, com certeza, poderemos chegar a 20 ou mais”, é o que apostou o senador Eduardo Amorim comentando sobre as conjecturas para sua candidatura ao Governo do Estado, durante a entrevista, que concedeu este domingo, 22, ao portal Na Política. Eduardo também ressaltou com satisfação a notícia da última sexta-feira para o sábado de que o prefeito João Alves Filho teria decidido apoiá-lo. “Dr. João é daqueles políticos que criou outros líderes”, disse ele, afirmando ser oriundo da escola política de João. Eduardo comentou ainda sobre a participação da senadora Maria do Carmo, e, possivelmente, o empresário Ricardo Franco em sua chapa, falou sobre o PDT e o prefeito Fábio Henrique, e destacou que continua articulando com o PSB. “Conversei com Belivaldo esses dias... Espero conversar com Eduardo Campos”, disse. Confira:

 

Como o senhor recebeu a notícia de que o prefeito João Alves Filho (DEM) estará apoiando sua candidatura ao Governo do Estado?

Com naturalidade. Recebi com a simplicidade e o respeito que sempre tive para com Dr. João. Eu digo sempre que Dr. João é daqueles políticos que criou outros líderes. Meu primeiro partido foi o PFL, meu segundo partido, e espero que único para o resto da vida, está sendo o PSC. Então Dr. João foi um desses que ajudou a criar outros líderes, e nós somos oriundos dessa escola política. Mantém-se o respeito, as diferenças, porque é natural que o discípulo discorde em alguns momentos, mas o respeito e consideração prevalecem sempre. Apoiamos ele na sua recondição à Prefeitura de Aracaju com muita convicção, e agora o apoio dele era o que a gente esperava que acontecesse, e a gente espera também nesse arco de alianças o maior número de partidos em uma aliança da história de Sergipe. O maior arco de alianças foi o do governador Marcelo Déda, acho que 13 ou 14 partidos. Creio que, com certeza, poderemos chegar a 20 ou mais, todos convictos em desejar e lutar por um Sergipe muito melhor, mantendo partidariamente o respeito e as diferenças ideológicas, que são necessárias para toda relação política.

 

O DEM tem defendido o nome da senadora Maria do Carmo para disputar a reeleição ao Senado. Isso já foi fechado na aliança para sua chapa?

Eu fui secretário no governo de Dr. João e fui indicado e conduzido também por Dona Maria, então a consideração sempre houve e vai continuar. É minha colega de Senado, e quando converso com ela é como conversar com aqueles que me ensinaram, me conduziram e, inclusive, me estimularam a entrar na política. Então, para mim, estar ao lado dela é uma sensação muito boa de luta, por querer melhorias para nosso Estado.

 

Quanto à posição contrária de outros membros do DEM, a exemplo do deputado federal Mendonça Prado, que não gostou da notícia da aliança...

Nem Cristo agradou a todos. Cristo tinha doze discípulos e somente um o levou para cruz e mudou não só a história dele, mas a história da humanidade. Então não tenho a pretensão de agradar a todos, mas sim de fazer o que precisa ser feito, tendo a política como instrumento de transformação social. Sobre gosta ou não gosta... eu vejo que não se trata de ideologia, é só olhar o passado de um, a história. Apenas não gosta e não porque não gosta, e acho que não merece nem nenhum comentário porque não acrescenta exatamente em nada falar sobre isso.

 

O senhor ainda busca conquistar a aliança com o PSB, como andam as conversas?

Sim. O PSB pode nos ajudar a reconstruir um novo momento para Sergipe. E o PSB é o partido que mais tem sido massacrado e desvalorizado pelo governo que aí está. Perdeu a governadoria, a oportunidade no TCE, e ainda dois deputados. Quando o governador Marcelo Déda rompeu conosco nós seguimos outro caminho, mas sempre mantivemos o mesmo respeito para com o PSB. Eu conversei com o senador Valadares e com Valadares Filho, estivemos em palanques diferentes em algumas cidades, como Simão Dias, mas o respeito e a consideração são mantidos sempre. Inclusive, conversei com Belivaldo esses dias falando do meu desejo de ter o partido nesse arco de alianças. Espero conversar com Eduardo Campos também.

 

Então procede a especulação de que possivelmente o senhor estaria articulando também junto ao presidenciável Eduardo Campos essa aliança aqui? Neste caso, haveria alguma implicação para o palanque à candidatura do PSC à presidência, com o pastor Everaldo?

É possível manter um discurso do palanque da oposição. Isto certamente. Meu partido também tem candidato, pastor Everaldo, mas irei receber, sim, Eduardo Campos, irei receber Aécio Neves. E havendo um segundo turno há uma tendência natural de que todos estes se unam. A proposta é fortalecer a oposição. Agora Eduardo tem um olhar de nordestino...

 

...E esse olhar tem chamado atenção do senador Eduardo Amorim?

Chama atenção de todos. Como pastor Everaldo disse: ele foi neto de um grande líder, Miguel Arraes. Assim como Aécio também neto de outro grande líder, então veja que até nisso as histórias são parecidas.

 

O nome do empresário Ricardo Franco está fechado para ser seu vice na chapa?

Ricardo é uma pessoa que admiramos muito. Tem nome, tem história e com certeza é um dos nomes apreciados para estar conosco disputando às eleições. Estamos conversando.

 

Como ficou a relação com o PDT na conjectura que o senhor buscava, agora que parece haver uma disposição do prefeito Fábio Henrique para candidatura do governador Jackson Barreto?

A gente lamenta. Antes de qualquer relação política existe entre nós uma amizade. Eu não recebi telefonema de ninguém. Apenas falei com Zé Franco antes de se espalhar a notícia pela internet, mas não recebi nenhuma confirmação sobre isso. Nosso gabinete sempre acolheu tanto Fábio, quanto Zé Franco, como acolhe todos os prefeitos. Não me arrependo de forma alguma. Fiz minha parte para manter viva uma relação de confiança. E lembro uma frase de Fábio Henrique, que me disse no meu gabinete, ainda como deputado federal, quando eu tomei a atitude de enviar emenda de bancada para Socorro: “Eduardo, nós nunca seremos um daqueles do outro grupo, porque eles não adotam a gente. Nós não nascemos lá, nascemos na humildade e simplicidade”. Naquele momento fiz um enfrentamento até com o próprio Déda, quando mandei diversas emendas para pavimentação das ruas de Socorro.

 

Para o senhor, o que levaria o prefeito Fábio Henrique a optar por Jackson ao invés de Amorim?

Não sei. Porque não conversei. O que tenho visto é apenas o que está na imprensa, e até muitas vezes o que se noticia nem será o resultado final. Muito se falou que Dr. João estaria com Jackson e no final o resultado foi outro...

 

Zé Franco confirmou que estaria com o senhor?

Não, honestamente também não. Mas a amizade e o carinho existem. Conversei com Celinha Franco, minha amiga, que me confirmou que estará comigo, também com Vanuzia, a esposa de Zé Franco. Mas vamos aguardar. Repito, não recebi nenhum telefonema de Fábio ainda.

 

Alguns partidos do seu grupo, e outros que o senhor tem buscado, têm articulado sobre a possibilidade de formar chapinhas para disputa proporcional. Qual tem sido sua orientação sobre se ter chapinha ou chapão?

A questão da proporcional fica mais da avaliação de cada partido. Eu particularmente penso que para deputado federal fica mais complicado a chapinha, porque o coeficiente eleitoral necessário é grande. Mas foi o PSC que iniciou isso de chapinhas. Até então não era comum aqui. Então não somos contra. Mas cada partido vai avaliar o que é melhor para seus candidatos, e esperamos estar unidos para eleger o maior número de deputados do grupo.

 

Nessa aliança o assunto chapa proporcional envolvendo agora a participação do deputado Mendonça, como será vista pelo PSC em relação aos demais nomes para Federal do grupo?

Eu mantenho as minhas palavras e convicções. Se ele vai estar na proporcional ou não é outra questão. O importante é que a direção do DEM já decidiu para o caminho natural. Em 2012 não me lembro de tê-lo visto no palanque, e o projeto foi vitorioso. Então não concordo com as agressões... Vou continuar rezando. É isso.

 

O que o senhor tem apresentado como proposta às lideranças de outros partidos quando o senhor articula fazer aliança?

Um novo modelo de gestão, com uma nova forma de conduzir, zelando com aquilo que é público. Administrar com responsabilidade extrema valorizando cada suor de cada cidadão que paga imposto nesse país, especialmente aquele que trabalha na roça e pega metade do que seu suor ganha e dá ao Estado e nem sempre tem a contrapartida. Valorizando a saúde, a segurança e a educação, que é o pilar fundamental.

 

...E especificamente, em relação aos partidos aliados, tratamento?

Ouvindo, ouvindo e ouvindo. Dialogando com todos, o diálogo é importante em todos os tipos de relação. Quando se dialoga se conquista a companheira, o companheiro, quando se dialoga se mantém a relação comercial. Não digo que se concorde em tudo, mas o segredo é muito simples: diálogo para se ouvir e tomar as atitudes necessárias.

 

O senhor disse que busca fazer um arco de alianças maior do que o do governador Marcelo Déda. O modelo de articulação dele está servido então de inspiração para o senhor?

Foi a confiança em um projeto que levou o governador formar aquele bloco, que eu também cheguei a participar. Eu também confiei. Agora eu busco o mesmo: formar um arco de confiança em um projeto de verdadeira mudança.

 

Da redação Na Política.com



20-10-2017
 

 

 

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