Na Política

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07/02/13 | 17:33h (BSB)

Vinícius: “A oposição está tendo um valor que eu nunca tive em governos passados”

“Hoje a Câmara tem voz”, diz ele, que aponta ainda diferença entre PLs de empréstimos de Déda e João

Por Raissa Cruz

 

O presidente da Câmara Municipal de Aracaju, vereador Vinícius Porto (DEM) comenta nesta entrevista sobre os temas mais polêmicos já debatidos entre os vereadores nesse inicio de mandato: gestão democrática, empréstimo para prefeitura, e liberdade de voz entre oposição e situação. Confira:

 

Qual a postura da presidência da Casa sobre esse projeto da Gestão Democrática, que tem sido contestado pela oposição?

Como presidente eu estou mantendo um trabalho como magistrado, abrindo espaço para que os sindicatos se manifestem, bem como a secretaria de Educação, e ainda garantindo a tranquilidade do debate entre os vereadores. Eu podia ter convocado a Câmara já na quarta-feira, mas eu atendi o pedido da oposição que pediu para analisar o projeto, e por isso deixamos a votação para esta quinta-feira. E agora nossa torcida é pela educação da capital, que segundo o Ministério da Educação encontra-se com um dos índices piores do país. Nosso intuito é ver com esse projeto do prefeito que a nossa Educação seja a melhor do Brasil.

 

Como é lidar com debates acirrados motivados pela oposição diante da votação de projetos como esse, que, segundo o seu grupo político, são essenciais para destravar a administração atual da prefeitura?

Já sabia dessa responsabilidade, mas eu tenho certeza de que estou fazendo um trabalho extremamente democrático, dando um valor à oposição que eu nunca tive enquanto era oposição em governos passados. A Câmara hoje tem voz e discute com a presidência, e nós abrimos o espaço para ouvir a todos, de maneira que só depois tomo minhas posições, mas sempre contemplando as duas partes. E vamos continuar presidindo a Câmara de forma justa, republicana e democrática.

 

Qual a importância dos projetos que já foram aprovados?

A criação da secretaria do Meio Ambiente, por exemplo, é esperada há anos, uma secretaria que vai cuidar diretamente dos impactos ambientes na capital. O empréstimo do BID vai dar condições do prefeito administrar, na linha que ele tem de realizar obras. Uma importante avenida que ajudará a mobilidade urbana está nos planos de ser construída e para isso era necessário os recursos. Todos os projetos têm uma importância muito grande para oxigenar a máquina e organizar o organograma da prefeitura.

 

Como o senhor a tentativa de aquisição desse empréstimo pela prefeitura em um momento em que o governador Marcelo Déda também busca, como muita dificuldade, o Proinveste, de onde, inclusive, devem ser destinados investimentos a Aracaju?

Esse empréstimo é uma situação muito diferente. Para este projeto o prefeito descreveu pontualmente onde serão aplicados os recursos, que serão entre outras coisas para a construção de uma avenida que vai cortar 22 bairros de Aracaju. Então essa possibilidade de empréstimo do BID, vai beneficiar e muito Aracaju e vai atingir especificamente a mobilidade urbana. São dois empréstimos são. Mas um está muito mais claro e detalhado para que não só os parlamentares, mas também a sociedade entenda. No Proinveste, para Aracaju está previsto cerca de R$ 150 milhões e nenhum prefeito nem vereador vai ser contra isso, mas isso tem que ser discutido e no mínimo ser feito como o prefeito João fez no seu projeto de empréstimo, delimitando muito bem aonde os recursos do empréstimo serão aplicados. 

 

Como o senhor responde às críticas da oposição de que a Casa “já começa mal com a votação às pressas” de projetos de peso, que envolvem grandes recursos e uma reforma administrativa?

Estou agindo de forma democrática. Se eu estivesse atropelando como muitos falando eu já votaria todos no mesmo dia. Mas não. Tenho dado espaço à oposição. E deixando que os debates aconteçam. Agora o fato é que essa Casa, como republicana, quem decide é a maioria, e muitas vezes a oposição para tentar convencer sobre seus ideais solta criticas em todos os âmbitos. Mas sabemos que no final a maioria é quem decide. Eu fui vereador por quatro anos e sei bem dos espaços que os parlamentares almejam. Agora como presidente agirei como um magistrado garantindo esse espaço a todos.

 

Sobre o projeto do Plano Diretor que o prefeito decidiu vetar de vez, já há alguma perspectiva a respeito, mesmo antes também da decisão judicial sobre a validade do projeto nas condições em que foi votado?

Ainda não. Vamos precisar aguardar a posição da justiça, e só depois disso vamos discutir com os vereadores para nos posicionarmos.

 

Da redação Universo Político.com



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