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01/05 | 23:52h

Um Nu Escuro marcante

O que está "À minha volta"...

Bateu uma saudade de um espetáculo teatral assistido em Aracaju no Festival de Teatro de Sergipe deste ano, no final de março. Plural é o nome da peça da Companhia Nu Escuro, de Goiânia, que deixou muito clara a lembrança de uma arte cênica cheia de beleza de palco, com figurino, cenário e iluminação marcantes, e, acima de tudo, de um espontâneo e redondo enredo. A história de uma menina do interior, Maria, contada em primeira pessoa com um elenco de três atores e quase uma dezena de marionetes artesanais, além de, vez por outra, ser memorizada na peça pela voz da própria já senhora Maria, tomou a atenção do público no Teatro Atheneu.

 

Os risos do público durante as ironias de Maria ou com as atitudes rabugentas de sua avó, foram tão unânimes quanto às faces de sensibilidade diante da realidade apresentada de dificuldades na zona rural ou preconceito e abusos na cidade. Tudo, porém, poderia ser traduzido de forma comum, já que é corriqueiro se utilizar em peças de temas que reportem lamentos, inseguranças ou alegrias. Mas a Companhia, embora no escuro, deu um destaque brilhante aos seus marionetes de meio metro, chegando até, em certo momentos, a encenar com eles, de maneira que os bonecos pareciam ter vida própria. E assim, a identidade de Maria e suas plurais recordações viraram um drama que reuniu a poesia, o trágico e o humor, realmente como previa a sinopse da peça.  Os comentários positivos do público foram diversos após o espetáculo.

 

O bilhete de uma peça como Plural é comprado por entre R$ 20 a R$ 30. Mas durante a realização do Festival de Teatro, não só essa peça, como muitas outras de companhias do estado e nacionais foram assistidas gratuitamente. Uma ótima oportunidade para os amantes do bom teatro. Mas privilégio semelhante se repete continuamente em Sergipe, seja nos teatros ou ao menos em espaços como a Casa Rua da Cultura de Aracaju. Talvez a qualidade das produções não alcance em 100% a capacidade de recursos de companhias como a Nu Escuro, de 16 anos de trajetória e que com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011 fortaleceu o "Plural", mas grupos sergipanos como Caixa Cênica, Imbuaça, Stultifera Navis, Eitcha e outros, caminham para isso. E dão ao público semelhante satisfação ao fim de cada apresentação, por R$ 10, R$ 15 ou, em eventos excepcionais, sem custo algum. É só ficar ligado nas programações. A saudade do empolgante espetáculo Plural, por exemplo, vai ser compensada com a estreia do “O Natimorto”, da Caixa Cênica, dia 11, que promete ser marcante também. Mais à frente daremos mais detalhes.

 

Aqui um documentário com detalhes sobre a montagem do espetáculo Plural: 




25-09-2017
 

 

 

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