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18/09/12 | 16:41h (BSB)

Tulipa Ruiz encanta Sergipe na primeira noite do Curta-SE 12

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Cantora dança no meio do público no final do show

O cinema ascendente encontra a música ascendente. O Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE) fez sua abertura oficial no Teatro Tobias Barreto nesta segunda, 17, trazendo como atração musical da noite, a revelação da música brasileira, Tulipa Ruiz. Momento importante não só para o festival, mas para a própria cantora, que realizou também seu primeiro concerto em terras sergipanas.

 

Um teatro de mil e trezentos lugares lotado totalmente escuro. O cenário perfeito para guardar o suspense de um espetáculo, seja ele filme, peça, ou apresentação musical. E foi nesse cenário, que iniciou, bem de repente, com a canção ‘É’, a performance de Tulipa Ruiz. A cantora, que atualmente está em turnê com seu novo disco Tudo Tanto, começou o show com a primeira canção do disco, mostrando-se bem à vontade com o palco.

 

Logo em seguida, vieram ‘Ok’ e ‘Script’, também do disco recente. Mas, atendendo ao pedido dos fãs, voltou um pouco ao passado com ‘Só Sei Dançar Com Você’ e ‘Pedrinho’. Variando em tons mais dançantes e outros mais leves, a cantora se divertia com dancinhas improvisadas e com o carinho do público, que cantou palavra por palavra, a maioria das canções.

 

No entanto, foi com ‘Víbora’ que veio a catarse coletiva no teatro. Se aproveitando de um belo desempenho da iluminação, Tulipa foi ao auge com longos agudos e impressionou sua plateia. Após conquistar de vez os sergipanos, a cantora não se intimidou a dizer que certamente voltaria à Aracaju, o que ocasionou mais aplausos.

 

Com ‘A Ordem das Árvores’ aquele poderia ser o final perfeito de uma noite memorável, mas não para o público do Tobias Barreto que pediu o ‘bis’ imediatamente. Atendendo aos pedidos, Tulipa voltou e apresentou sua banda de forma bem diferente, mas casando belamente com a proposta de um festival de cinema: à medida que ia apresentando a equipe e banda, dizia também o filme favorito de cada um, conseguindo grandes aplausos com obras familiarizadas dos cinéfilos.

 

Em seguida, a cantora disparou com a queridíssima ‘Êfemera’ e ‘Às Vezes’. O encerramento se deu com a repetição de ‘É’, quando a compositora desceu do palco e cantou junto aos fãs, terminando também um belo ciclo: confiante no palco ao início da apresentação, Tulipa Ruiz agora se sente em casa também junto à plateia. A receptividade sergipana sai, mais uma vez, vitoriosa.

 

Estilo

Dona de uma voz bela e suave, Tulipa já tem considerável trajetória musical, embora suas canções só tenham despertado o interesse dos ouvintes há pouco mais de dois anos. Após o sucesso de seu disco de estreia, Efêmera (2010), a compositora, que é natural de Santos (SP), tem se destacado no cenário da música. Suas canções já foram parar nas trilhas sonoras de novela e até mesmo de um videogame.

 

O estilo de Tulipa carrega essências de Pop, MPB, Jazz, entre outras batidas, ficando praticamente impossível defini-lo. Com a brincadeira de definir gêneros, a própria cantora nomeou seu estilo musical de ‘pop florestal’. “Todas as músicas que compus são importantes para mim e até mesmo escolher uma é difícil, já que depende muito da época. Há músicas que tinham um significado bem mais importante no passado, e hoje já não têm o mesmo efeito em mim. Acho que a canção ‘É’ exprime muito da fase e do meu astral, atualmente”, contou.

 

Parcerias, cinema e filantropia

A cantora já trabalhou com outros grandes nomes da música brasileira tal como Milton Nascimento, a Nação Zumbi, e mais recentemente Lulu Santos. No entanto, as parcerias dos sonhos, segunda a cantora são bem diferentes entre si. “Adoraria uma parceria com Yoko Ono, viajar ao pantanal para trabalhar com o poeta Manoel de Barros e ter o videoclipe de alguma música minha, dirigido pelo cineasta Takeshi Kitano, no Japão”, declarou.

 

Enquanto isso, fora da música e dentro do cinema, Tulipa também tem sua relação íntima com a sétima arte. Segundo a cantora, seu nome vem do filme ‘A Tulipa Negra’ (1964), dirigido por Christian-Jacque e estrelada por Alain Delon. Recentemente, o filme que mais a encantou foi o argentino ‘O Homem Ao Lado’ (2009), dirigido por Mariano Cohn e Gastón Duprat. Mas, sendo Tulipa, uma artista que busca atualizar-se a todo o momento, seu gosto pode variar de tempos em tempos.

 

Mesmo assim, sua opinião com relação a alguns assuntos não muda. A compositora elogiou a postura filantrópica do Curta-SE, de promover o entretenimento e acesso à cultura, através da ajuda à instituições de caridade. “Já toquei em outros eventos que também tinham esse mesmo compromisso e fico muito feliz de estar fazendo parte dessa ação”, confessou.

 

Curta+SE 12

O Curta+SE 12, incentivado pela Lei de Incentivo à Cultura, acontece entre os dias 17 e 22 de setembro e tem patrocínio da Petrobras, co-patrocínio do Banese, apoio cultural do Banco do Nordeste, Cinemark e Governo do Estado, e apoios da Cia Rio, Canal Brasil, Shopping Jardins, Cinerama Brasilis, Megacolor, Sebrae/SE, APBITV, Pipa Distribuidora, Nova Digital, Tv Sergipe, Estúdios Mega, CBC, FICC, CNC, Revista Preview, Raça Brasil, Canne, Emsetur, Infonet, Fórum dos Festivais, Ativa Impressão Digital, Porta Curtas, Maria Cheirosa, Líder Lab, Curso Mater Day, Restaurante Moinho, Churrascaria Sal e Brasa, Habib’s Aracaju, Projeto Tamar, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Secretaria de Estado da Cultura, Pontão Digital Avenida Brasil, Ponto de Cultura Figuras em Trânsito, Atração Gravadora, Prefeituras (Aracaju, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão), Segrase, SESC SE, Mix /SE e Fest’A Film. O festival é uma realização da Casa Curta-SE e Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura/Governo Federal - País rico é país sem pobreza.

 

Por Matheus Fortes, do Curta-se



25-05-2017
 

 

 

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