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31/08/14 | 19:45h (BSB)

Eduardo: Saúde em estado gravíssimo; e governo não tornou Banese competitivo

Sobre denúncias, candidato diz: "pura maldade dos que querem se manter no poder"

Por Adriana Freitas

 

O terceiro entrevistado da série de entrevistas com candidatos ao governo, Eleições 2014, do Portal Na Política, foi o senador Eduardo Amorim (PSC), que, como esperado, não poupou críticas ao governo atual. Durante a sabatina realizada pela jornalista Raissa Cruz e transmitida ao vivo via web, o candidato apresentou suas propostas, mas sustentou que a saúde do Estado está na UTI, deu destaque a necessidade de desenvolver o Banese, e, com documento em mãos, rebateu as acusações sobre rombo na saúde envolvendo seu nome.

Assista aqui a gravação da entrevista completa

 

Banese

Criticando a gestão do Estado quanto ao Banco do Estado de Sergipe (Banese), o candidato Eduardo Amorim destacou que o banco precisa voltar a ser um banco de fomento. “Tenho muito orgulho de Sergipe ter um dos poucos bancos estaduais, só restam quatro e um deles é o Banese. Privatizar nunca, o que precisa para o Banese é melhorar a sua gestão e administração. O Banese precisa voltar a ser aquele banco de fomento, aquele banco que ajuda no desenvolvimento, pois foi para isso que ele surgiu na década de 60 e essa é a principal missão do Banese ajudar no desenvolvimento e lucro social”.

 

Eduardo também comentou sobre a transferência da folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) do Banese para a Caixa Econômica, e disse que pretende incentivar as prefeituras a permanecerem com o Banco do Estado. “Isso não aconteceu só com a prefeitura de Aracaju. Aconteceu, infelizmente, antes com várias outras prefeituras. Nós vamos estimular e incentivar para que essas prefeituras não deixem mais o Banese, mas esse governo não tornou o nosso Banese competitivo e não foi capaz de chamar os gestores e prefeitos e mostrar para eles um caminho melhor. Vamos buscar conversar com todas as prefeituras”, afirmou Amorim.

 

Saúde

Para o candidato Eduardo Amorim, a saúde do Estado é um paciente que está na UTI, inconsciente e em estado grave. “Porque às vezes você tem um paciente que está na UTI que é consciente, ele reclama e manifesta o que está sentindo, mas na saúde do nosso estado não. O quadro é muito mais grave, além do paciente estar na UTI, a saúde pública também está é, e o paciente nem tem a quem recorrer. É gravíssimo”, acentou ele.

 

Mais uma vez, Eduardo Amorim cobrou a construção do Hospital do Câncer, e mais: “Sergipe precisa de mais leitos e já deveriam ter construído o Hospital do Câncer, pois o dinheiro está ai há três anos e uma parede se quer não foi construída pelo Governo. Nós vamos construir o hospital imediatamente. Vamos construir mais um hospital que é o das clínicas para pacientes que tenham uma pneumonia, diabetes, quem tem problemas cardíacos poderão ser internada nos hospitais das clínicas que vai ter equipamento e executividade”.

 

Denúncias

Eduardo Amorim também negou as acusações de que o mesmo teria deixado um rombo nas contas quando foi secretário de Estado da Saúde. E apresentando o inquérito que trata sobre o tema, se defendeu: “não existiu absolutamente nada disso. É pura maldade daqueles que querem se manter no poder ou alguns que querem se chegar ao poder de qualquer maneira. Fazendo isso e caluniando, difamando, mentindo e enganando. Tenho aqui um relatório do Ministério Público mostrando que não tem nenhum questionamento. Se eu não tivesse Fórum Especial isso já teria finalizado, mas como estou como gestor isso reascendeu e foi para o Supremo em forma de inquérito. Agora tenho dentro desse parecer a prova de que o Tribunal de Contas na época, antes de fazer qualquer emergencial, autorizou que fizesse a emergencial. Com isso, nós autorizamos fazer aquele procedimento para impedir que pessoas morressem”, afirmou.

 

 

Secretarias

O candidato reafirmou que pretende reduzir o número de secretarias apontando que seria um tipo de apadrinhamento. “Indispensável é saúde, educação, segurança pública e a secretária da Fazenda são secretarias indispensáveis, mas vamos avaliar toda máquina administrativa. Não pode forma nenhuma, Sergipe ter mais secretarias do que São Paulo demostrando que ter mais secretarias só serve para apadrinhar em destruição ao servidor público.

 

Segundo Eduardo Amorim, o Governo possui recursos, mas é mal administrado. “Recurso se tem, o estamos muitas vezes arrecada mal e gasta mal. A gente entra no Huse e vemos um amontoado de macas. O Ministério da saúde não paga por maca e sim por leitos, Existe má gestão em quase todas as áreas e secretarias. Arrecadar de forma transparente e gastar de forma honesta”.

 

Educação

Sobre a educação, o candidato ao Governo do PSC disse que Sergipe possui um dos menores Índice de Educação Básica (IDEB) do Nordeste. “É muito ruim 2.9. Outro dado, Sergipe tem os maiores índices de evasão escolar do Brasil. Os nossos adolescentes não são estimulados a ficarem nas escolas. A permanecer nas escolas e ai eles se evadem durante o ano letivo. Para isso é preciso ter escolas atrativas e professores estimulados”.

 

Presidenciável do PSC

Já em relação às críticas de que o PSC em Sergipe estaria abandonado o candidato à presidência pelo PSC, Pastor Everaldo, Eduardo Amorim justificou que no bloco há vários partidos que já possuem candidatos a presidência. “Estamos numa candidatura formada por entre 15 e 16 partidos. O meu vice é do PSDB que também é do partido dele que também é candidato. Também estamos coligados com partidos como o PV que possui candidato. Nós não abandonamos candidatura de absolutamente ninguém. Mas dentro do nosso bloco existem muitos partidos que possuem candidatos à presidêncial", ponderou. 

 

Leia mais:

*2º entrevistado: Betinho: “O Estado de Sergipe precisa de gestor"

*1ºentrevistado: Airton: “Não podemos ser um estado tão rico com um povo tão pobre"

 

 

Da redação Na Política.com



22-04-2019
 

 

 

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