Na Política

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17/03/15 | 12:15h (BSB)

Valadares Filho: "PSB se prepara para candidatura própria em Aracaju"

“Administração não conseguiu cumprir compromissos firmados na campanha eleitoral”, avalia o deputado

Por Raissa Cruz e Adriana Freitas

O deputado federal Valadares Filho reafirma que está focado no mandato para o qual foi reeleito, mas, em entrevista ao NaPolítica , destaca que o PSB se prepara para enfrentar mais uma vez o pleito pela Prefeitura de Aracaju com candidatura própria. E ele, que pode ser o candidato, fala que “precisa estar preparado”. “O povo aracajuano vive maus momentos”, diz ele. Questionado sobre a CPI da Petrobrás, Valadares diz que o PSB defende “que todas as pessoas que tenham seu nome citado prestem esclarecimentos”, e apesar de lamentar o momento de “crise econômica e política no país”, ele declara que é contra o impeachment à presidente Dilma. O deputado fala ainda da celeuma com o ex-prefeito Manoel Sukita, da relação com o prefeito Fábio Henrique (PDT) e das conversas com o deputado André Moura (PSC). Confira:

 

Em relação a PEC do Jornalista (que restabelece a obrigatoriedade do diploma), como estão as tratativas no Congresso Nacional sobre a votação que foi adiada para esta semana (nesta terça-feira, 17)?

Acho que sentido da casa em relação à PEC dos Jornalistas é de aprovação por unanimidade. O reconhecimento pelo bom trabalho prestado pelos jornalistas a sociedade, por nos dar sempre a boa informação, acredito que não teremos nenhum problema da aprovação da PEC. Acho que não teremos nenhuma modificação quanto a votação da PEC e que ela será aprovada por unanimidade.

 

Como o senhor vem acompanhando a questão da reforma política agora que o Senado já começou as votações pelo fim das coligações proporcionais?

Nós estamos vivendo um momento conturbado da política brasileira. Uma reforma política sempre foi necessária e neste momento ainda mais. Tenho acompanhado de perto todas essas discussões. Foi formada a Comissão Especial da reforma política e está sendo elaborado o relatório na comissão, inicialmente, e depois no Senado. Acho que pontos importantes como o financiamento público de campanha mista que não só público como de pessoa física. Você tiraria as pessoas jurídicas dos financiadores de campanhas eleitorais, porque se você olhar este escândalo do Lava Jato (que envolve a Petrobrás) era para campanha de fulano e beltrano. Acredito que se você tiver um financiamento misto que seria um financiamento público e com a pessoa física tirando a jurídica você estará dando uma grande contribuição para o sistema eleitoral brasileiro. Como também o fim da reeleição com mandato de cinco anos para o Executivo e a unificação das eleições, porque o país para nas eleições. Acredito que a unificação vai fazer com que o Brasil possa desenvolver o seu trabalho com mais tranquilidade não tendo uma eleição a cada dois anos.

 

Para as próximas eleições, o fim das coligações ajuda os partidos e, neste caso o PSB, na eleição do maior número de vereadores? Ou não?

Temos as perspectivas do fim das coligações que é muito importante para o fortalecimento dos partidos. No fim, mas com os votos proporcionais. Acho importante não só para o PSB, mas para o contexto geral. Você tem a possibilidade através do fim das coligações de fortalecer sua chapa individualmente sem se preocupar com as coligações proporcionais para eleger um número de vereadores. Acho que todos vão buscar fortalecer os seus partidos para eleger um maior número de vereadores nessa perspectiva.

 

No último dia 15/03 aconteceram em todas as regiões do Brasil manifestações contra a corrupção e pedindo o impeachment da presidente Dilma. Como o senhor, do PSB, partido que esteve com candidatura própria nas últimas eleições acompanha esse ato pós-eleições, sobretudo diante da situação política difícil para o país, somada ao aumento dos custos, impostos e outros?

Acho que o nosso país vive uma crise política e econômica significativa. Nosso país nunca viveu duas crises, tão importantes como essas, ao mesmo tempo! A manifestação é extremamente salutar acho que o povo brasileiro tem o hábito de se manifestar em momentos difíceis para que a gente possa colocar a indignação para fora. É uma característica importante, pois as pessoas não ficam acomodadas. Sou totalmente favorável a essas manifestações. Agora em relação ao impeachment acho que esse momento para o país seria muito pior. Sou daqueles que defendo que a presidente deveria ter sido mais sincera na campanha eleitoral. Deveria ter demonstrado mais sinceridade nas medidas que ela teria que adotar no fim do ano e início desse ano. Mas o impeachment agora criaria uma instabilidade muito pior para o país, então neste momento acho que as manifestações precisam ficar nas indignações do povo brasileiro para chamar a classe política à responsabilidade e tentar mudar essa realidade.

 

O PSB apoia as convocações que estão sendo feitas para a CPI da Petrobrás, inclusive de nomes do PT? Como do ex-presidente Eduardo Dutra, cuja convocação foi suspensa por hora por motivos de saúde (e a quem dedicamos melhoras)...

Todas as pessoas que por acaso tenham que prestar esclarecimentos por terem sido citadas ou por terem, por acaso, uma prova contra eles, somos favoráveis que todos prestem esclarecimentos. Mas acredito que a forma mais transparente de você apurar um ato tão grande de corrupção como esse é você dar a oportunidade de ouvir os depoimentos da CPI. O PSB não abre mão de defender que todas as pessoas que tenham seu nome citado que possam prestar esclarecimentos. No caso de Eduardo Dutra possa dar um testemunho que ele é um homem de bem, e que em nenhum momento teve o nome citado nem pelo MPF, Procuradoria, nem STF, nem os delatores fizeram nenhuma referência a ele. Por motivos de saúde, que, infelizmente, passa por um momento muito grave, acho que não era o momento de prestar esclarecimento , até porque em nenhum caso específico ele foi citado na operação lava jato e toda essa corrupção da Petrobras, muito pelo contrário.

 

Em relação às questões locais do PSB, a celeuma com ex-prefeito Manoel Sukita ainda rende? O PSB está realmente acionando a Justiça contra as colocações dele contra o senador Valadares?

O senador Valadares entrou na justiça contra ele justamente pelos absurdos que Sukita falou contra ele, mas sou daqueles que não polemizo, porque não temos motivos para fazer isso. Até porque não vejo nenhum fundamento do que Sukita fala.

 

Quanto às informações que o ex-prefeito dissemina no estado, assegurando que não assinou o pedido de renúncia à candidatura que o PSB protocolou. O PSB se preocupa com a possibilidade dessa afirmativa continuar rendendo desgaste ao partido?

Nós não temos nenhuma preocupação com isso, porque Sergipe e a Justiça sabem que a assinatura é verdadeira, por isso não temos nenhuma preocupação.

 

Nas declarações de Sukita, ele chegou a mencionar o nome do prefeito de Socorro Fábio Henrique (PDT) como alvo do PSB também. Isso criou certo desgaste entre PSB e o PDT de Fábio, inclusive com vistas à dificuldade se manterem alianças para as próximas eleições?

O PDT é um aliado histórico do PSB. Fábio Henrique é um amigo pessoal. O PDT me apoiou para prefeitura de Aracaju e o PSB apoiou Fabio Henrique para prefeito de Socorro. Estivemos juntos em 2014 nas últimas eleições e a nossa relação com o PDT e Fábio Henrique sempre foi a melhor possível, e acredito que continua.

 

O deputado já se prepara para a possibilidade de o PSB apresentar novamente seu nome para concorrer a prefeitura de Aracaju em 2016?

A minha responsabilidade, no momento, é de deputado federal e estou muito focado nisso, porque foi para isso que fui reeleito. Mas todos os homens públicos que têm responsabilidades com suas cidades, e estado, precisam estar sempre preparados para novos desafios e para novas missões. Esse debate vai acontecer, mas lá na frente, ainda está cedo. E quando acontecer o PSB vai está preparado.

 

Mas o partido já começa a preparar a solidificação de uma base de partidos aliados para apoiarem uma candidatura própria do PSB, especialmente, na capital e em outros Municípios também? Como chegou a ser especulado essa aproximação entre o senhor e o deputado André Moura, líder do PSC...

É natural que políticos e partidos quando se encontram conversem entre si esporadicamente. Mas essas discussões serão afuniladas a partir do próximo ano depois do carnaval. Todo esse ano são mais especulações e conversas esporádicas do que alguma coisa mais concreta. O PSB buscará esse ano o fortalecimento do partido para o próximo ano. Nós vamos nos preparar, buscar filiados, candidatos a vereadores não só em Aracaju como em outros Municípios, candidatos a prefeitos em muitos Municípios e levar o PSB para uma candidatura própria em Aracaju. Nós temos a responsabilidade de fortalecer o partido e deixá-lo pronto. O PSB nacional deu uma orientação para o partido: se prepare em todos os estados e lance candidatos nas capitais. E o partido vai cumprir a orientação.

 

Como o senhor avalia a declaração do deputado André Moura quando ele fala que a administração do prefeito João Alves Filho em Aracaju “é razoável”, e “há muito a fazer”?

Vejo a situação de Aracaju com muita tristeza. Um momento de grave na saúde pública, no transporte público. Tivemos o aumento do IPTU, os maiores aumentos de impostos. O povo aracajuano vive maus momentos e vive com uma administração que não conseguiu cumprir os compromissos firmados na campanha eleitoral. Vejo isso com muita tristeza e espero que o prefeito possa acertar mais na frente. Vejo as pessoas decepcionadas com o atual governo e sem nenhuma perspectiva de melhora.

 

Para concluir, como vão as tratativas com o senador Valadares novamente na liderança da bancada sergipana, quanto a discussão de emendas para atender os projetos do governador Jackson Barreto no Estado?

A harmonia em relação ao Governo do Estado é a melhor possível. O senador Valadares é um homem que tem responsabilidade com o povo de Sergipe e sempre foi assim durante toda a sua história na vida pública. Ele estará sempre à disposição do governador Jackson Barreto para fortalecer os projetos e também que o povo de Aracaju precisar.

 

Da redação NaPolítica

 



20-10-2017
 

 

 

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