Na Política

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09/10/14 | 07:58h (BSB)

Adelson promete colocar povo pobre no avião para tratar saúde em Brasília

Deputado mostra técnica para 131 mil votos: 3 sapatos e 2KM caminhando. E fala que Aécio tem sensibilidade com social

Por Raissa Cruz

 

131,236 mil votos foi o total de eleitores que o deputado estadual, agora novo deputado federal, Adelson Barreto (PTB) alcançou nestas eleições. O número significativo que garantiu ao deputado a manutenção da sua fama de bom angariador de votos vem de uma receita que, segundo ele, começa com pares de sapatos e segue para uma peregrinação de casa em casa. “Andei mais de 2 mil km, daria para ir até São Paulo a pé! Então, atribuo parte desse sucesso ao fato de eu estar indo conversar pessoalmente com o eleitor”, disse ele, nesta entrevista ao portal NaPolítica, comemorando ainda que só com os votos da capital sergipana, 44 mil, já estaria eleito. Conhecido pelo destaque que dá às ações sociais, e, inclusive, alvo de muitas críticas por ter exposto em no programa eleitoral pessoas que obtiveram tratamento médico com sua ajuda, Adelson Barreto promete ir além com seu novo mandato. “Críticos de plantão, se preparem, porque em Brasília vou fazer de tudo para fazer um entendimento com o Hospital Sara Kubitschek, e o povo pobre vou colocar num avião pra ir comigo à Brasília se tratar lá”, desafiou ele. O deputado eleito fala também que sua vitória não dependeu de partido, grupo ou de lideranças políticas. E aposta em Aécio Neves como presidente sensível para com os trabalhos sociais. “O povo pobre de Sergipe não irá se arrepender”, diz. Confira a entrevista completa:

 

O senhor foi eleito com um número significativo de votos. De forma técnica, qual foi o diferencial da sua campanha?

Nós decidimos fazer uma campanha estando muito da população e temos dito o seguinte: Muitas vezes numa campanha política a prática é utilizar os chamados cabos eleitorais, as chamadas lideranças políticas, os prefeitos e vereadores para que possam conversar com a população e naturalmente que convencê-la a votar nesse ou noutro candidato. Mas nós estabelecemos o método que utilizamos desde a época que éramos vereador de Aracaju, mas agora a nível de estado: fazer um planejamento de aproximadamente 120 dias, de percorrer o estado de Sergipe. Fomos às ruas, aos bairros, aos povoados, fomos às feiras, conversar de perto com a população. Para que vocês possam ter uma idéia, em um conjunto como Augusto Franco, que é o maior núcleo habitacional de Sergipe, onde moram mais de 50 mil pessoas. Como fazer para caminhar no Augusto Franco? Andar nas ruas principais, na primeira etapa, ou na sexta etapa? Não. Só no Augusto Franco, nós demoramos cinco semanas para percorrer todas as ruas. Uma semana, caminhamos uma etapa toda, outra semana, outra etapa, mas não há uma rua sequer que eu não tenha ido, uma casa sequer que eu não tenha pessoalmente ido. Do mesmo jeito fizemos no Santos Dumont, Bugio, Lamarão, em Laranjeiras, Capela, Tobias Barreto, Maruim, Santo Amaro... Eu utilizei três pares de sapato e calculei que andei mais de 2 mil km, com isso daria para ir até São Paulo a pé! Então, atribuo parte desse sucesso ao fato de eu estar indo conversar pessoalmente com o eleitor.

 

O senhor foi alvo de críticas durante a campanha por conta da associação que fazia dos seus trabalhos sociais à sua campanha, o que, para muitos, fugia da apresentação de propostas sobre o papel de um deputado federal. O que diz a esse respeito, e isso de fato contribuiu para sua vitória?

A regra para obter sucesso na política é estar sempre muito perto do povo, mesmo quando dele você não precisa. Ou seja, se passado o período de eleição e você continuar perto do povo, quando chegar o período de eleição, não se preocupe porque o povo estará muito perto de você. Vai fazer agora 11 anos que eu fui à praia, todo fim de semana eu dedico minha vida a cuidar das pessoas no interior do estado, e durante a semana, de segunda a sexta, eu dedico ao povo de Aracaju e da grande Aracaju. Chego em casa geralmente 1:30h da manhã, janto 2h, e durmo 2:30h. Durmo 2h por dia. Então qual o segredo? Trabalhar muito, estar perto do povo, servir ao povo no momento que você não precisa do povo. Críticas houve, críticas irão haver, que fiquem à vontade para me criticar. Desde que eu comecei a minha vida pública passo por isso. Mas para os críticos de plantão, quero dizer que se preparem para me criticar muito mais, pois na casa onde moro, no Mané Preto, onde abrigo 50 pessoas, já estou contratando um engenheiro para ampliar o meu terreno na parte de traz e fazer uma quadra, onde vou colocar pelo menos 200 pessoas, dentro da minha casa. Lá já moram meu pai, minha mãe, minha irmã Ana Virgínia, meu filho Adelson Barreto Filho. E os críticos de plantão, se preparem, porque eu em Brasília vou fazer de tudo para fazer um entendimento com o Hospital Sara Kubitschek, e se eu conseguir esse contato, se preparem porque o povo pobre eu vou colocar num avião pra ir comigo à Brasília se tratar lá. E quando saírem do tratamento e não tiverem onde ficar lá, vão ficar no apartamento do deputado federal Adelson Barreto. Que me critiquem, eu tenho compromisso é com o povo. Com Deus e com o povo. A missão que eu exerço não é uma missão política, é uma missão sacerdotal que eu tenho de cuidar das pessoas. Dizem: ‘Ah, mas isso é obrigação do estado.’ Estado nenhum, nem Município nem Governo, têm condição de resolver todos os problemas do povo pobre.

 

Quais projetos e outras ações Legislativas, talvez até na área social, o deputado pretende desenvolver?

Brasília é uma situação nova para mim, mas já estamos contatando uma equipe técnica e vou levar minhas idéias para elaboração de projetos que possam melhoras as condições de vida do povo. Mas não posso abandonar minha origem que é na prática cuidar das pessoas. Vou à Brasília dar meu melhor, vou elaborar projetos, vou aos ministérios, vou cobrar melhorias para Sergipe e para o Brasil, mas também vou dar sequência à minha atividade que o povo sentiria muita falta se eu colocasse de lado.

 

O senhor passou por uma mudança de partido (do PSB para PTB), consequência, inclusive, de uma mudança de agrupamento. Embora o senhor já tenha esse perfil de angariar uma quantidade significativa de votos, essa mudança teria influenciado em algo também?

Minha campanha foi uma campanha de contato direto com o povo, eu não tive o apoio de um prefeito sequer. Então devo dizer que as pessoas que votaram em mim nem sabem a que partido pertenço. Era ‘Adelson qual o seu número? Você é Estadual ou Federal?’ Então quem votou em mim, votaria também se eu estivesse no PSB, no PP, ou outro. Então com muito respeito aos grupos, às coligações e aos partidos, eu digo que tenho a impressão de que as pessoas que votaram em mim, votaram em função da minha relação com o povo, votaram mais em Adelson do que no partido ao qual pertenço.

 

Sobre a disputa presidencial, vamos a um 2º turno onde a candidata Dilma Rousseff (PT) carrega um destaque no desenvolvimento de projetos de assistencialistas, que acabam por lhe dar uma popularidade maior com o povo pobre, mas o senhor apóia o outro candidato Aécio Neves, que, por sua vez, também diz que pretende manter as ações sociais do governo de sua oponente. Qual a importância de se tratar de projetos sociais em uma disputa presidencial, e qual a sua defesa para seu candidato?

 

Minhas campanhas sempre foram às claras, então no meu santinho todos os espaços atrás com os meus cândidos estavam preenchidos. A eleição se passou, mas todo eleitor meu sabe que votei em Eduardo Amorim para governo, votei na senadora Maria do Carmo, e que para Presidência votei em Aécio Neves. E meu candidato continua sendo Aécio. Entendo que ele é a pessoa mais preparada para gerenciar o Brasil, e vou defender sua eleição. AS pessoas que não o conhecem de perto, é bom ver a sua história, a ramificação, quem é Aécio, de onde veio, o que fez e faz. Basta ir a Minas Gerais para ver o exemplo de administração. O Aécio tem dito que não é contra nenhum trabalho de cunho social, inclusive, em Minas Gerais ele até ampliou, criou até incentivo para os programas sociais. Então tentam emplacar discursos para enfraquecer a imagem de um candidato. Mas nós teremos a oportunidade de mais outras vezes ouvir nos debates ele se posicionar publicamente. Já tive contatos com Aécio neves em Brasília, tive a oportunidade conversar com ele e fiquei muito entusiasmado com suas palavras. Então acho que ele deve ser o novo presidente do Brasil, e o povo pobre de Sergipe não irá se arrepender porque ele também tem grande sensibilidade para com o trabalho social.

 

 

Da redação NaPolítica.com



23-05-2017
 

 

 

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