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19/09/14 | 10:17h (BSB)

OAB, Sindijor e Conal sabatinam candidatos, e recebem "sim" e "não"

Airton, Eduardo, Jackson e Sônia participaram do encontro, que sucedeu abertura do MCCE

Por Raissa Cruz

 

A abertura do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), realizada na início da noite de quinta-feira, 18, pela Ordem dos Advogados do Brasil, em parceria com o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (Conal), e, agora, com o Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor), contou este ano com uma sabatina entre os candidatos ao Governo do Sergipe. Entre os temas, os destaques estiveram para a valorização da categoria dos advogados e dos jornalistas, e as propostas para saúde e educação.

 

“A ordem pretendia receber dos candidatos respostas sobre interesses próprios dessas entidades, mas, sobretudo, obter a garantia sobre propostas para garantia à população de uma educação e saúde de qualidade, moradia digna e segurança eficiente”, sustentou o presidente da OAB/SE, Carlos Augusto, que indagado pelo portal Na Política sobre a avaliação do MCC sobre este período eleitoral e quanto as denúncias já recebidas pela Ordem, comentou: “até o momento as eleições tem aparentado estar tranquila, é claro que a medida que o dia da eleição se aproxima os ânimos ficam mais acirrados, mas acreditamos que vamos atravessar esse processo de forma transparente e tranquila”.

 

Já o presidente do Sindijor, Paulo Souza, enfatizando que “a população brasileira já não aceita a corrupção em nenhum setor desse país”, declarou o compromisso dos jornalistas de colaborar com o MCC denunciando irregularidades que ocorram durante a disputa eleitoral, e, em seguida, citou temas, que foram incluídos na sabatina, defendidos pela categoria para os próximos governos: abertura de concurso para jornalista, criação do Conselho Estadual de Comunicação e a democratização da verba pública da Secom.

 

A sabatina

Com exceção do candidato Betinho (PTN), os demais quatro candidatos estiveram presentes à sabatina. A OAB e o Sindijor realizaram cada um duas perguntas iguais para todos, com assuntos específicos sobre a categoria, e apesar do momento, de praxe, de promessas eleitorais, além de muito “sim”, eles receberam “não” também.

 

Um dos destaques foi para a fala do candidato Jackson Barreto (PMDB), que indagado sobre a possibilidade de se abrir espaço para a representação da OAB em várias entidades do Estado, se mostrou contra. “Não vou usar aqui de demagogia fazendo propostas que eu não faria. Respeito muito e quero a participação da OAB em meu governo, mas sem desmerecer a sua importância da Ordem, não sou de acordo em ter a Ordem com diversas representações no Estado. Esse é um tema a ser discutido amplamente”, disse Jackson. Os demais defenderam como essencial a presença da OAB auxiliando na fiscalização de cada órgão, e o candidato Eduardo Amorim (PSC), inclusive, aproveitou a oportunidade para citar que em seu projeto de governo está o quesito representação da OAB.

 

Entretanto, quando questionado em relação ao reajustamento do limite para pagamento de Requisição de Pequeno Valor (RPV) pelo Estado aos juristas, o governador Jackson Barreto se manteve igual aos demais candidatos posicionando-se a favor da proposta, e destacou ainda: “reconheço, todavia, a necessidade de uma correção quanto ao valor estabelecido”.

 

Comunicação

No questionamento sobre a criação do Conselho de Comunicação e concurso para jornalista, o candidato Airton da CGTB (PPL) ressaltou que “é com a imprensa que a gente vai se basear sobre a posição dos governos, sobre as corrupções, e sobre o que pensa a população, então qualquer forma de fortalecer a imprensa sergipana e brasileira é indispensável”. Mas, neste tema, a bola da vez esteve com a candidata Sônia Meire (PSOL), que mencionando o caso Cristian Góis, comentou da liberdade de imprensa cerceada. "Nós não temos liberdade de expressão, a prova disso é a condenação do jornalista Cristian Góes por escrever um texto ficcional. Nós temos a Fundação Aperipê, mas não podemos opinar sobre aquilo que gostaríamos de ver e ouvir. A comunicação institucional não pode servir para maquiar a realidade como vemos hoje. Defendemos a valorização dos profissionais da comunicação, a realização de concurso público para a área, além da efetivação de um conselho estadual de comunicação de caráter deliberativo e com participação popular", pontuou ela.

 

Por sua vez, o candidato Eduardo Amorim destacou a necessidade de concurso público para jornalista e da reestruturação da TV Aperipê, “dando as condições devidas aos trabalhadores da emissora de fazarem dela uma TV que o sergipano tenha prazer de assistir, e que propague fora a cultura do estado”. Já o candidato Jackson Barreto, voltando a afirmar que não faria promessas sem análise, não rendeu o assunto concurso público, mas deu ênfase a necessidade da valorização dos jornalistas tanto na Aperipê como em geral com a criação do Conselho de Comunicação do Estado, e mostrou também apoio a PEC dos jornalistas que tramita no Congresso.

 

Educação e Saúde

O sabatinador quanto aos temas educação com segurança nas escolas e direito à saúde garantido à população, foi o vice-presidente da CONAL/SE, Antônio Ricardo Lima. Afirmando que pretende avançar nos projetos de governo, Jackson Barreto citou algumas obras do governo com reformas de escolas e programas educacionais estaduais e nacionais, e sobre a saúde insistiu: “a saúde não existia antes do governo Déda e o nosso. Tivemos que abrir diversas clínicas em locais de extrema dificuldade para acesso a saúde, e buscar recursos para equipar os hospitais”.

 

Já os candidatos de oposição defenderam mudanças lamentando o que classificaram como descaso na educação e saúde. O candidato Eduardo Amorim, por exemplo, citou para a saúde “a urgência no investimento em saúde preventiva”, e contestou provocando: “do que adianta de se abrir clínicas que não têm suporte para atender a população? E se ter hospitais que não têm nem os equipamentos básicos, quanto mais os de maior porte para atender aos doentes crônicos?”.

 

Participaram ainda do evento a presidente do Conselho Regional de Contabilidade, Ângela Dantas; o vice-presidente do Sindijor, Edmilson Brito; o presidente da Comissão de Combate à Corrupção Eleitoral da OAB/SE, Antônio Eduardo Menezes Oliveira; o procurador de justiça, representando o Ministério Público, José Carlos Oliveira; o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado de Sergipe, Sérgio Moraes e o delegado Daniel Mota Alves, representando a Polícia Federal.

 

Denúncias ao MCCE

Com a atuação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral 673 políticos já foram cassados entre 2000 e 2010 no Brasil, de acordo com a OAB. Isso porque, nos últimos anos, o movimento tem aberto comitês nos estados para além de receber denúncias da população, preparar equipes para estarem de plantão nas ruas, 24 horas, no dia das eleições. “Este ano não será diferente em Sergipe. Vamos estar de plantão a fim de combater qualquer ato que ponha em risco a democracia do voto livre de corrupção”, sustentou o presidente da OAB/SE, Carlos Augusto, a nossa reportagem. As denúncias para a OAB podem ser feitas através do site, www.oabse.org.br, pelo canal “Fale Conosco” e pelo telefone (79) 3301-9100.

 

Da redação NaPolítica.com

 



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