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10/09/14 | 09:32h (BSB)

Sônia Meire: “Jackson e Amorim se colocam como diferentes, mas são um único projeto”

Por Adriana Freitas

Na última terça-feira, 9, o Portal Na Política entrevistou ao vivo via web a candidata ao governo, Sônia Meire (PSOL). Durante a entrevista, realizada pela jornalista Raissa Cruz, a professora afirmou que a educação pública precisa ser reestrutura e que, caso seja eleita, vai suspender os contratos com as empresas particulares e com a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). A professora Sônia Meire ainda destacou que, caso ocorra segundo turno, o partido não apoiará nenhum dos candidatos.

 

Assista a gravação da entrevista ao vivo com a candidata

 

“A nossa aliança é só com os trabalhadores e com nenhum outro candidato porque só existem dois projetos: Um projeto representado pelos outros candidatos, principalmente, Jackson e Eduardo Amorim que se colocam como projetos diferentes, mas são um único projeto. O outro projeto é o que está sendo construído historicamente com a classe trabalhadora, que é contra a privatização e que quer de fato construir um projeto com a população”, afirmou Sônia Meire.



Educação

Quando questionada sobre os projetos para a educação, a candidata lamentou os baixos índices do Ideb, o que para a Sônia Meire, comprova a deficiência na educação sergipana. A candidata ainda apontou o crescimento da privatização da educação no estado com a queda no número de matrículas na rede pública de ensino.

“ As matrículas na educação pública diminuíram e cresceram matrículas na educação particular. Isso é um sintoma de como o sistema está desestruturado e os trabalhadores têm recorrido ao sistema particular. O que defendemos é a educação 100% pública com investimentos do Fundeb para atender as demandas dos trabalhadores com a construção de escolas onde não existe, manutenção das escolas e realizar concursos público para os trabalhadores da educação. Temos uma defasagem enorme da necessidade de trabalhadores" , defende a candidata.

Saúde

Em relação à saúde, Sônia Meire defende o fim da privatização e suspensão do contrato com a FHS. “As pessoas não são atendidas porque o orçamento do estado está sendo desviado desde quando foi criado a Fundação Hospitalar. O internauta pode observar o crescimento de clínicas em todo estado. Temos bairros repletos de clínicas e o orçamento é repassado para as clínicas. Temos dezenas de atos de paralisação no setor da saúde porque as pessoas são contratadas  e não tem os seus direitos garantidos. Faremos primeiro, a suspensão de todos os contratos com as empresas privadas e a suspensão do contrato com a Fundação Hospitalar”.

Dívida pública

Durante debate na TV Cidade, o candidato ao governo Eduardo Amorim interpretou como calote o não pagamento dos juros da dívida do estado. Durante entrevista ao Portal Na Política, a candidata esclareceu que o estado já pagou a sua dívida e atualmente só está pagando os juros. A candidata ainda apontou, por exemplo, que o Equador adotou essa medida.

“Os governos vêm tomando empréstimos para pagar os juros e amortizações. Não é possível tirar mais de R$ 600 milhões por ano do orçamento que poderia ir para transporte, educação e moradia para pagar essas dívidas. A própria taxa de juros é cobrada por bancos que publicamente eles são colocados como bancos corruptos. O presidente do Equador fez o estudo, apontou a ilegalidade e foi comprovado e com ação judicial suspendeu e todo dinheiro nosso que estava sendo lavado para os banqueiros foram para os direitos sociais. Isso é viável e possível”, explicou a candidata.


Empregos

Já em relação à geração de empregos, Sônia Meire disse que os empregos gerados são precários e não oferecem estabilidades aos trabalhadores. “Temos uma falácia de que Sergipe cresceu na geração de empregos. De fato,  cresceu relativamente porque os empregos são precários com salários baixos. São empregos sem nenhuma estabilidade. As empresas vêm para Sergipe exploram nossos recursos, exploram a mão de obra, principalmente da mulher. Depois as empresas vão embora e não pagam nenhum imposto. A nossa proposta para geração de trabalho é investir na formação escolar junto com os municípios com termo de cooperação. Investir na formação profissional a partir da base da cultura sergipana”.

Compra de voto

A professora Sônia Meire ainda criticou a compra de voto e afirmou que essa compra é feita com o financiamento privado. “Voto é uma questão da consciência e não se cobra, nem se vende. Somos radicalmente contra porque isso é corrupção, um atentado contra nossa própria vida. Não podemos que aceitar, nem ficar de boca calada. Essa compra de voto é feita com o financiamento privado”.

 


Da redação Na Política.com



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