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04/03/13 | 22:25h (BSB)

João manda dizer a Jackson que não é candidato a governador

Robson Viana acredita na aliança PMDB/PT/DEM e diz que o adversário de JB é Eduardo Amorim

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Robson: apostando no acordo PMDB/DEM

Por Joedson Telles

 

A cada dia que passa fica mais visível que se depender apenas do PMDB e da maior parte do PT, João Alves e seus seguidores estarão pedindo voto para Jackson Barreto, em 2014. Evidente que pesa a decisão dos partidos em Brasília e o sentimento do próprio João Alves, que sempre deixa para decidir aos 45 do segundo tempo – quando não nos descontos. Mas que o PMDB e setores petistas sonham com o ‘Negão’ está patente. Político mais próximo de Jackson Barreto, o vereador Robson Viana (PMDB) é um dos que defendem a aliança – tida como impossível até bem pouco tempo atrás. “Em 2010, pessoas não queriam a coligação com os irmãos Amorim. Lembro muito deste cenário. Mas, ao final, houve a coligação. Acho que temos que avaliar o que é bom, o que é ruim, respeitando os partidos. Cada um tem sua consciência, mas é muito cedo para se dizer que não pode fazer aliança com partido ‘A’ ou ‘B’. O prefeito João Alves teve um gesto muito importante no caso do Proinveste. Tem ajudado bastante. Conversado com o governador Marcelo Déda”, observa Robson Viana. “Está dando certo conversar com João a questão do Proinveste, porque não conversarmos também para ampliar para 2014?”

 

Como o PMDB está avaliando a possibilidade de o vice-governador Jackson Barreto disputar o governo do Estado, em 2014?

Com muita tranquilidade. Sergipe conhece a história de Jackson. Sabe o que já foi feito como deputado estadual, federal, prefeito de Aracaju e, agora, como vice-governador do Estado. É um nome muito forte para a sucessão do governador Marcelo Déda. Estamos avaliando com muita calma e diálogo com os demais partidos do bloco. Jackson, mais uma vez, está se colocando para avaliação do povo do estado de Sergipe. E, não tenha dúvida: no momento certo, 2014, o povo saberá o que é melhor para Sergipe. O momento é para aprovarmos o Proinveste. Está havendo um diálogo entre o governo e a oposição e acredito que o Proinveste passa. O povo de Sergipe não merece perder essa oportunidade. Mas quando esse questão for resolvida, a questão Jackson 2014 será discutida mais amplamente.

 

O governador Marcelo Déda e o senador Valadares falam em construção de candidatura. Mas Jackson não é um menino que está entrando hoje na política. Ele sabe desta necessidade, o senhor não acha?

É verdade. Eu até deu entrevista no carnaval e falei que Jackson está colocando bloco por bloco. Está viabilizando. É normal que Déda e Valadares tenham este discurso. Mas como você mesmo disse, Jackson não é um menino. Tem história e na hora ‘H’, como já vi entrevista de Conceição Vieira e Rogério Carvalho, e todos os partidos têm consciência do trabalho, da entrega do vice-governador Jackson Barreto em prol de Sergipe. Jackson mostrou a lealdade dele com este grupo. Basta lembrar o que ele fez na campanha do filho de Valadares (o deputado estadual Valadares Filho) na campanha do ano passado.

 

O deputado estadual Mundinho da Comase disse ao Universo que num governo de Jackson Barreto o PT não teria vez. Excluir o PT passa pela cabeça de Jackson, caso seja mesmo candidato e consiga a eleição?

Não existe isso. O PT é o nosso parceiro. Não apenas foi na Prefeitura de Aracaju como é no governo do Estado. Parceiro de primeira hora. Não tem esse negócio de excluir ninguém. Temos que trabalhar com todos. Ninguém chega ao governo sozinho. Chega pelo trabalho do grupo todo. Podemos até ampliar, mas excluir não.

 

Por falar em apoio, petistas, como, por exemplo, a deputada Conceição Vieira defendem que, se João Alves quiser se somar ao projeto do PT/PMDB, deve ser acolhido. Já outros petistas ligados à deputada estadual Ana Lúcia, como o sindicalista Joel Almeida, rechaçam veementemente qualquer acordo com o DEM. E o PMDB, que pelo quadro atual terá o candidato majoritário, o que pensa a respeito. É possível ter João no palanque de JB?

Respeito a posição de Joel, Ana Lúcia, da articulação de Esquerda, mas já houve, em 2010, pessoas que não queriam a coligação com os irmãos Amorim. Lembro muito deste cenário. Mas, ao final, houve a coligação. Acho que temos que avaliar o que é bom, o que é ruim, respeitando os partidos. Cada um tem sua consciência, mas é muito cedo para se dizer que não pode fazer aliança com partido ‘A’ ou ‘B’. O prefeito João Alves teve um gesto muito importante no caso do Proinveste. Tem ajudado bastante. Conversado com o governador Marcelo Déda. Respeito Ana Lúcia, mas temos que ver que o candidato é do PMDB. Não é mais o majoritário do PT. Então, o PMDB tem direito de decidir também. Acredito que o momento é de calma. Até 2014 muita coisa pode acontecer, como também pode não acontecer nada. Temos que ter maturidade e responsabilidade. Não podemos excluir ninguém.

 

Então, hoje, o adversário de Jackson Barreto não é o prefeito João Alves, mas o senador Eduardo Amorim, que sempre tem o nome especulado como candidato a governador, embora ele nunca tenha dito que disputa a eleição em 2014?

Eduardo Amorim. Não está colocado abertamente, mas todos nós sabemos que será candidato. João, não. João é a bola da vez. Está aí como prefeito de Aracaju, e pensa no seu mandato. Conversei com João, recentemente, e vou lhe dizer em primeira mão: ele disse: ‘diga a Jackson que não se preocupe não que eu não sou candidato’. Mas temos que aguardar. Política é como nuvem: muda muito. Ele disse que não sairia da PMA para ser candidato a governador. Está dando certo a questão do Proinveste, porque não conversarmos para ampliar para 2014?

 

Quando se fala em reforma política no governo Déda o seu nome é lembrado. Existe a possibilidade de Robson Viana assumir uma secretaria no governo do Estado?

Faço parte do governo através do vice-governador, Jackson Barreto. Eu sou um aliado e sempre me coloquei à disposição. Não podemos fugir à responsabilidade. Se o governador, que é quem arma o time, que tira e coloca o secretariado, achar que podemos contribuir estamos à disposição. Não fugirei à responsabilidade. Mas passa pelo meu partido.

 

Fala-se muito que Jackson Barreto anda calado. O senhor sente isso?

O estilo de Jackson todo mundo já conhece. Jackson é aquela pessoa inquieta. No rádio com entrevistas polêmicas twittando, mas divergência? Tem. É normal em qualquer grupo político. Acontece até na família da gente. Se teve problema com o governador Marcelo Déda é normal. É questão de posição. É questão do núcleo de governança que ninguém entendeu bem, mas já passou. Jackson já teve reunião com Silvio Santos (Casa Civil). É normal. É salutar. Tenho certeza que tanto o governador quanto Jackson têm juízo porque um precisa do outro. Em 2014, um quer disputar o governo e o outro o Senado.

 

O que a sociedade pode esperar de Robson Viana este ano aqui na CMA?

Mais trabalho. A sociedade nos reconduziu porque acredita no nosso trabalho. E não vamos parar. Sempre buscando o melhor para atender à expectativa do nosso povo. O nosso mandato é focado na melhoria da qualidade de vida de Aracaju.

 

Leia também:  Jackson Barreto não vê dificuldade em aliança com João Alves

 

Da redação Universo Político.com



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