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09/07 | 11:06h

Amadurecendo as reivindicações

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No Cine Vitória

Afinar o discurso, melhorar a qualidade de uma atuação cidadã e entender melhor quais são as pautas prioritárias que vêm das ruas. Esses são alguns aspectos que demonstram a importância das assembleias populares. A ideia desses encontros já se espalham pelo país: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e nesse sábado será a vez da capital sergipana. A reunião está sendo instigada pelo grupo #OcupaAracaju que tem se encontrado dentro e fora do facebook. Veja abaixo o texto da “Carta ao Cidadão” construída de forma colaborativa pelo grupo.

 

Interessante perceber que as ocupações já demonstram fazer parte do que os filósofos costumam chamar Zeitgeist, ou seja, o espírito do tempo. Ocupar espaços públicos para demonstrar uma vontade coletiva é uma lógica global que teve uma forte expressão nas praças do Cairo, na derrubada de regimes autoritários; no coração financeiro do mundo como na Avenida Wall Street seja em uma praça em Instambul, na Turquia. Na nossa vizinha Recife uma coisa muito bacana aconteceu o movimento #OcupeEstelita (procure no Google) promoveu uma interessante ocupação no espaço do Cais José Estelita que vinha sendo especulado por um complexo de construtoras para criar condomínios empresariais.

 

Aracaju está na sintonia com o mundo... e você, instigado cidadão, opinou nas assembleias ou vai ver o bonde da história passar na sua janela?

 

Abaixo o texto da “Carta ao Cidadão”:

 

 

"Afinal, que significam essas manifestações?". Nas últimas semanas, esta pergunta esteve de alguma forma presente na vida de todos os brasileiros. E é com o objetivo de tentar entender o momento histórico e político que o país está passando, que nós, do Ocupa Aracaju, viemos pedir a sua presença para se somar à nossa discussão. O Ocupa Aracaju não é um partido político, não é uma organização não governamental: é uma reação. Nossa intenção é funcionar como agregadores das mais diferentes pessoas, grupos, organizações, ideologias, que lutam por causas sociais.

 

Baseados no princípio de ocupação dos espaços públicos para promoção do debate do modelo de sociedade atual, nos colocamos neste momento ao seu lado como protagonistas da promoção do diálogo. Neste sentido, na ocasião da Assembleia Geral, sugeriremos a formação de subgrupos de discussão de formação heterogênea para a tentativa da resposta à questão inicial: “Afinal, o que significam essas manifestações?”.

 

A ideia é que possamos formar várias rodas de discussão, compostas por pessoas dos mais variados saberes e perspectivas, para confrontar nossas impressões e buscar um entendimento conjunto que nos possibilite tomar decisões em relação ao que podemos fazer daqui em diante. Ao final do tempo estabelecido, portanto, cada grupo deverá apresentar os pontos debatidos, e então partiremos para a discussão geral, ainda sobre o tema inicial, com a abertura de inscrições.

 

Contamos com a sua presença para podermos construir esse debate e pensar em ações conjuntas que façam a diferença na nossa cidade. Como acreditamos no Artivismo (arte + ativismo) e na vivência dos nossos fins pretendidos já nos próprios meios, ao final faremos uma confraternização, uma celebração do que já estamos realizando pouco a pouco. Instrumentos musicais são bem-vindos.

 

Traga as suas dúvidas! Ocupe a cidade! Atenciosamente, Ocupa Aracaju.”

 

A REVOLUÇÃO VAI SER TELEVISIONADA

Contrariando a máxima do escritor ativista negro, poeta e músico Gil Scott-Heron (tido como um dos precursores do Hip-hop): "The Revolution Will Not Be Televised", a #PósTV vem transmitindo em tempo real várias manifestações pelo país. Com um outro conceito de transmissão televisiva a turma da #Pós-TV tem demonstrado o que é uma verdadeira TV Aberta. Os responsáveis já criaram até um talkshow no meio da Rua Augusta (zona boêmia de São Paulo) onde seus apresentadores colocam um sofá para entrevistar pessoas no meio da rua. Atualmente cobrem as assembleias populares e protestos em várias cidades brasileiras.

 

TRILHA SONORA

Tom Zé, sempre antenado já produziu uma composição para o atual momento do Brasil. Músicas provocativas com um tom irônico é o forte do cantor e agitador de Irará (BA). E garanto é melhor a versão de Tom Zé do que a de Latino. O ótimo Blog Baixa Funda que também criou sua afinada coletânea para os protestos disponibiliza a faixa de Tom Zé para baixar.

 

CINEMA, SERTÃO E POLÍTICA

A trajetória de um sobrevivente do cangaço que se envereda anos depois pelo mundo tortuoso da política é o mote central do filme “Aos Ventos que Virão” que será lançado nos próximos dias 10 e 11 aqui em Sergipe. O primeiro lançamento será no Cine Vitória em Aracaju (onde ficará um tempo em cartaz). No dia 11 a equipe de elenco e o diretor Hemano Penna estarão lançando o filme na cidade Poço Redondo (onde foram captadas imagens para a película).

 

CINEMA, POLÍTICA E EDUCAÇÃO
E o Festival Sergipe de Audiovisual, o Sercine, acontece no próximo dia 09 de julho e neste ano homenageia os 30 anos do Sargento Getúlio. Formado por um sangue novo e a boa nata de realizadores sergipanos o Sercine chega na 3ª edição com uma programação recheda de boas mesas, oficinas e mostras. Confira o site do Festival: http://www.sercine.com.br

 

* Thiago Paulino é  aracajuano, jornalista, roteirista e editor de texto.  Pós graduado em Jornalismo Cultural e Mestre em Mídia e Cultura.

 




28-05-2017
 

 

 

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