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10/10 | 07:27h

Projeto incentiva a prática da arte em escolas da periferia

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Foto: Walter Martins/Semed

A arte que vem da periferia sendo valorizada e utilizada como instrumento de educação e transformação. Esse é o objetivo do projeto 'Quebrada Educadora', que está sendo desenvolvido pela Secretaria Municipal da Educação (Semed), através da Coordenadoria de Arte e Educação (Coarte). A iniciativa contará com cinco edições, atendendo a escolas de diversas regiões da cidade, promovendo apresentações artísticas, oficinas e incentivando a prática da arte entre os estudantes.


 
O primeiro encontro será na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Deputado Jayme Araújo, no bairro Soledade, com data prevista para o próximo dia 9 de novembro, atendendo, assim, as comunidades escolares de bairros próximos, como Lamarão e 18 do Forte. Outras regiões que também serão contempladas são o bairro Santa Maria, Bairro América e Zona de Expansão.


 
“Acreditamos que a educação tradicional não agrega os valores que vêm da periferia. As diversas formas de aprendizagem que a periferia traz, na verdade, são marginalizadas. Estamos aqui para dizer o contrário, a escola pode agregar tudo isso. Aí sim, pode existir um sentido verdadeiro de pertencimento. É possível que o conhecimento popular e o acadêmico conversem entre si. O sujeito que está la na periferia é o mesmo que vem para a escola, então, se tratarmos de forma antagônica, alguém vai sair perdendo e, sempre quem perde é o aluno.”, explica o coordenador da Coarte, professor Rivaldino dos Santos.


 
Uma das atividades desenvolvidas durante a realização do projeto será a apresentação do espetáculo teatral 'Xangô e o Touro', uma lenda africana que será adaptada à realidade local. Além de tratar sobre a amizade, a peça ainda ajudará na questão da representatividade. “Não se pode falar de cultura afro-brasileira e não falar de religiosidade. Vamos dramatizar essa lenda, que é africana, mas vão entrar as gírias da periferia, que é a nossa cara. Essa peça trará a questão da amizade, essas relações que a 'quebrada' possui. Temos em algumas escolas muita rivalidade entre grupos, por isso, queremos trabalhar a questão da paz, da amizade e da colaboração de um com o outro. Na questão da religiosidade, gostaríamos também que eles não tivessem o medo de trazer isso para visibilidade. Que possam estar em um local em que possam se afirmar socialmente, positivar esses valores que a sociedade inferioriza e subestima e, com isso, aumentar a autoestima de nossos alunos”, completa Rivaldino.


 
Os ensaios para a montagem já começaram e são realizadas no prédio do Departamento de Educação Básica (DEB). A estagiária da Coarte, Keli Regina Nascimento, estudou em escola pública de periferia e conta que percebe, atualmente, a mudança do ensino das artes nas escolas. “Quando eu era pequena, estudava , as aulas de arte eram só pra diversão, na sexta feira em um horário apenas. Não eram levadas á sério como aulas de matemática ou português. Eu vejo que, ao longo do tempo, isso foi mudando, a arte ficou como uma ferramenta educativa mesmo, não como um papel, pincel e tinta apenas. Precisamos levar a arte e a diversidade não só para as escolas, mas também para as ruas, para toda a cidade”, comenta.


 
Oficinas de grafitagem, hip hop, plantação de mudas e discussão de temas sobre diversidade, preservação do patrimônio público, respeito a religiosidade e combate a intolerância também serão trabalhados durante a execução do projeto.

 

Da PMA




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