Na Política

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10/11/19 | 21:51h (BSB)

Emília Correia sobre as eleições municipais: “vai ser um cenário de guerra”

A vereadora falou sobre as expectativas para a disputa eleitoral

Do Portal NaPolítica
Por Dandara Prado

A vereadora por Aracaju, Emília Correia (Patriota), conversou com o Portal NaPolítica sobre as eleições municipais. A parlamentar acredita que o cenário em 2020 será de guerra. Emília também falou sobre as atividades na Câmara Municipal de Aracaju (CMA): "Muitos projetos protocolados, mas poucos aprovados". Confira a entrevista na íntegra:

Portal Na Política: Qual balanço a senhora faz das atividades deste ano na Câmara?
Emília Correia: Foi um ano com demandas relevantes, debates importantes. Alguns com uma forma muito equivocada, com desrespeito. Aqui na Câmara [de Vereadores], a gente enfrenta muito isso. Principalmente, eu que sou a única mulher vereadora, a gente enfrenta muito mais. Às vezes, os vereadores não têm noção do machismo que carregam por causa da própria cultura, mas a gente sente.  Mas, enfim, muitos projetos foram protocolados, poucos chegaram em pauta, poucos foram aprovados, digo daqueles projetos de minha autoria por todas as dificuldades que a gente tem aqui. Mas não vamos deixar de continuar debatendo, mesmo sabendo que o projeto é excelente e não vai ser aprovado, por causa da maioria que é contra para atender o interesse do executivo, do prefeito Edvaldo [Nogueira]. Mas o nosso objetivo aqui é cumprir com o nosso papel, é desenvolver o nosso trabalho custe o que custar. Aprovado ou reprovado, nós estaremos fazendo a defesa do povo de Aracaju nesse lugar.

Portal Na Política: Qual a importância do Projeto de Lei que prevê a criação de uma Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal de Aracaju?
Emília Correia: Esse é um projeto excelente que nós já tínhamos protocolado lá atrás e que houve uma conversa que ia ter uma reforma no regimento: “Nós trabalhamos na reforma do regimento e colocaríamos a comissão da mulher, e ai não precisaria da procuradoria”, e não é bem assim. Houve reforma, a comissão trabalhou, mas nunca veio a pauta, nunca podemos votar. Ou seja, ficou a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de uma capital [Aracaju] fora. Quando o contexto está nos levando e os municípios em outros estados já implantaram a Procuradoria da Mulher. Então, Procuradoria da Mulher, aqui na Câmara Municipal, é mais um abrigo, mas um canal para receber a mulher que sofre violência doméstica. “Ah, mas já não tem a delegacia, já não tem o Ministério Público?” Já, mas muitas vezes a mulher fica constrangida de ir numa delegacia, mesmo quando sabe que vai encontrar outras mulheres. O ambiente da delegacia às vezes afasta. Então, tem que somar: delegacia da mulher, Ministério Público, Defensoria Pública e Câmara Municipal de Aracaju. A Assembleia Legislativa (Alese) já tem a Procuradoria da Mulher, que recebe de todo o estado. Mas a Câmara Municipal de Aracaju deve abrir essa porta. Eu confio muito. Tenho conversado com alguns vereadores para que a gente esteja aprovando esse projeto de resolução que cria a Procuradoria Municipal da Mulher.

Portal Na Política: O seu grupo político vai lançar algum candidato para a disputa das eleições municipais?
Emília Correia: O partido Patriota tem se fortalecido, tem crescido, e vai participar das eleições de 2020, com certeza. Nós temos esse objetivo. Temos recebido muitos filiados com interesse em se candidatar a vereador. Isso é muito importante! Meu nome, inclusive, está sendo mencionado para uma candidatura à prefeitura de Aracaju, mas eu faço parte de um grupo e do fortalecimento de um grupo de outros candidatos de outros partidos, porque na majoritária pode coligar. Caso eu não venha ser candidata à prefeita, se o nome não for esse, ai certamente eu venho à reeleição para vereadora. O meu partido tem que ficar fortalecido, porque, se não, pode acontecer o que aconteceu recentemente quando eu fui mais votada para deputada federal do que três que entraram e fiquei de fora. Ou seja, eu tive quase 53 mil votos e não conseguimos chegar. Mas não tem problema, a minha gratidão é a mesma ao sergipano, ao aracajuano, que confiou no nome de Emília Correia.

Portal Na Política Você prefere ir como prefeita? A reeleição é segundo plano?
Emília Correia: Não existe essa preferência. Pode ter certeza disso. Da minha parte, eu sei muito distinguir a importância de cada função, seja no legislativo ou no executivo. O que existe é um respeito muito grande. Primeiro, a vontade do grupo, porque sem grupo também fica muito complicado. Eu digo sempre que eu estou esperando, primeiro, a decisão do grupo para, depois, tomar a minha decisão pessoal. Ah, mas se o grupo decidir por você? Você topa? Você tá pronta? Ai eu digo o seguinte: Ai é hora de eu pensar particularmente se isso também vai ser uma coisa boa, analisando todos os itens. Portanto, eu não posso assegurar se o grupo escolher o nome de Emília, se vou ou não vou. Vamos aguardar. Quando isso tiver definido, defino a questão da reeleição. Não é uma preferência não. Para mim, está tudo certo. Eu quero continuar sendo útil para o povo de Aracaju. Eu noto que aqui no parlamento, eu tenho todo o domínio do desempenho das coisas, até pela minha formação no Direito e como Defensora Pública do Tribunal do Júri.

Portal Na Política: Você falou que aqui na Câmara como mulher, às vezes não te dão muito espaço. Será que se você sair candidata a prefeita, você vai ter esse espaço? Ou na hora de escolher o pré-candidato, você terá esse espaço dentro do seu partido?
Emília Correia: O meu partido tem me deixado bem à vontade na minha decisão, nos meus posicionamentos. Quanto a ter espaço como prefeita, eu sei que eu ia enfrentar muito mais dificuldade do que um prefeito. Isso eu não tenho dúvida. Acabam sempre duvidando da capacidade, da competência da mulher. Mesmo a mulher se mostrando muito competente, muito capaz. É que em algumas situações da política partidária, infelizmente tiveram algumas mulheres que assumiram, mas não assumiram de forma autônoma, assumiram como uma coisa secundária para obedecer a alguém, ser comandado por alguém. Normalmente, esse alguém é um homem. Às vezes é um marido, às vezes é um político que colocou ali para manipular. A gente tem visto isso, mas temos visto também mulheres muito posicionadas e acreditamos nessas.

Portal Na Política: Qual o cenário político a senhora visualiza para 2020?
Emília Correia: Infelizmente, vai ser um cenário de guerra! Se fosse uma guerra respeitosa, ética... Ah, e existe guerra ética, respeitosa? Existe, dependendo dos guerreiros. Se os que vão guerrear não tiverem noção de que política é coisa séria, ética, respeitosa... Porque quando respeita isso, está respeitando o povo. Ai seria uma guerra bonita de se ver, de se assistir. Mas eu tenho impressão de que vai ser de baixo nível.


Da redação

 



07-12-2019
 

 

 

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