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18/03/19 | 06:26h (BSB)

Cearenses desenvolvem pesquisa sobre esquistossomose em Maruim

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram nesta semana mais uma etapa do projeto ‘Performance de antígenos circulantes para diagnóstico da esquistossomose mansoni em residentes de área de alta endemicidade no Nordeste brasileiro’. Desde o ano passado, a pesquisa é desenvolvida no Povoado Gentil, distante 2 km da sede do município de Maruim/SE.

O objetivo geral do projeto é avaliar métodos de diagnóstico de antígenos circulantes (CCA e CAA) para detecção do Schistosoma mansoni em uma área de alta endemicidade no nordeste brasileiro. A pesquisa conta com apoio do Departamento de Morfologia, da Universidade Federal de Sergipe, e da Secretaria da Saúde do Estado de Sergipe (SES/SE), através da Gerência do Núcleo de Endemias. A Prefeitura de Maruim, através da Coordenadoria Municipal de Vigilância em Saúde, vinculada a Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento, também participa no apoio logístico e material.

O projeto é coordenado pelo doutor em Parasitologia pelo Instituto de Ciências Biológicas/UFMG, Fernando Schemelzer de Moraes Bezerra, que é professor titular do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, da Universidade Federal do Ceará. Fernando Bezerra possui Pós-Doutorado pelo Natural History Museum de Londres e representa a Sociedade Brasileira de Parasitologia, no Ceará.

De acordo com o coordenador do projeto, o professor Fernando Bezerra, a pesquisa nasceu a partir do levantamento do inquérito nacional de prevalência de esquistossomose e geomintoses, realizada no período de 2015 a 2017. Em Maruim, a execução do projeto iniciou no ano passado. “No primeiro momento explicamos aos moradores do Povoado Gentil, em Maruim/SE, o objetivo do projeto, aplicamos um termo de consentimento para participação da pesquisa e aplicamos um questionário para conhecer a situação epidemiológica do local. Em seguida retornamos e realizamos exames na comunidade. Colhemos fezes, urina e sangue para saber a situação encontrada, não somente em relação à esquistossomose, mas também em relação a outras verminoses que poderiam estar presentes. Após esta etapa, a Prefeitura de Maruim, através da Secretaria de Saúde e Saneamento fez o tratamento coletivo da comunidade, pois tínhamos um índice de positividade acima de 25%, estabelecido pelo Ministério da Saúde, ou seja, considerado elevado, pois chegamos a 49% de positividade”, alertou o professor.

“Vamos realizar os mesmos exames para identificar se o índice baixou a partir do tratamento local. Em dois ou três meses poderemos ter um resultado para traçarmos os próximos objetivos do projeto no município”, garantiu o pesquisador.

Segundo o Ministério da Saúde, a esquistossomose mansoni é uma doença parasitária, causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni. No Brasil, a Esquistossomose é conhecida popularmente como “xistose”, “barriga d’água” e “doença dos caramujos”. E somente três espécies são consideradas hospedeiros intermediários naturais da esquistossomose: B. glabrata, B. straminea e B. tenagophila. Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e fígado do hospedeiro definitivo. O agente etiológico da esquistossomose é o Schistosoma mansoni.


Da Ascom



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