Na Política

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10/04/18 | 19:50h (BSB)

“Desmoralização de uma administração pública”, critica Kitty sobre obra inacabada do Centro de Nefro

A fatídica entrega do Centro de Nefrologia e Hemodiálise, do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), pelo governador Jackson Barreto na última quinta-feira, 5, foi duramente criticada pela vereadora Kitty Lima (Rede), inconformada com a notícia de que no dia seguinte à fantasiosa solenidade, todos os equipamentos foram retirados do local devido a uma suposta falha no sistema de ar-condicionado.

A obra inacabada recebeu o nome do bisavô da vereadora Kitty Lima, Lucilo da Costa Pinto, que segundo ela, ao invés de homenagear o médico precursor da urologia e nefrologia em Sergipe, o ato foi recebido pela família da parlamentar como um “desrespeito” principalmente para os pacientes renais crônicos que foram enganados com a falsa entrega de 16 máquinas de hemodiálise e uma enfermaria com 35 novos leitos.

“Meu avô nunca compactuou com as injustiças dos governantes, e por isso só recebeu o diploma em medicina seis meses depois de formado, quando ganhou liberdade após uma prisão política porque denunciava os malfeitos dos governantes da época. Meu avô foi precursor da urologia e nefrologia no estado e além disso foi sinônimo de uma vida pública limpa e honrada. Quis o destino ironicamente que hoje o nome dele fosse dado a uma obra inacabada, uma obra que simboliza a desmoralização de uma administração pública completamente comprometida com o processo eleitoral e nada relacionada a vontade da população”, lamentou Kitty, que faz questão de demonstrar o desapontamento de toda a família com essa situação.

“Infelizmente não era essa a homenagem que nós da família e ele gostaríamos. A verdadeira homenagem a história do meu avô é o projeto de minha autoria que impede esse tipo de inauguração”, disse.

O projeto ao qual Kitty se refere já tramita na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) e visa proibir a gestão municipal de inaugurar obras que não estejam plenamente aptas para atender a atividade fim a qual ela foi idealizada, assim como o Centro de Nefrologia e Hemodiálise do Huse. A vereadora cobra ainda mais seriedade sobre esse assunto uma vez que trata-se de investimentos de recursos públicos.

“Quando eu me refiro a obra inacabada não falo apenas da falta de uma janela, porta, muro ou pintura, por exemplo, mas também quando os gestores entregam um posto de saúde sem remédio, uma escola sem professores ou um centro de nefrologia sem os equipamentos para o tratamento dos pacientes. Isso também são obras inacabadas, afinal, é falta de compromisso com o que é público, com o dinheiro público. A gente precisa abrir os olhos para essa prática de entrega de obras que não funcionam, isto é, não atendem ao objetivo para que foram idealizadas e, infelizmente, quem mais sofre com isso é a parcela da população que mais precisa da assistência do poder público. É justamente isso que esse projeto de lei quer combater, e espero poder contar com meus colegas vereadores para a aprovação desse texto. Não vejo motivo para que esse PL seja vetado”, pontua.


Da Ascom



21-04-2018
 

 

 

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