Na Política

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07/03/18 | 06:28h (BSB)

Márcio Madêdo: “Não queremos é fazer aliança com André e Amorim, pois são da turma de Temer”

O vice-presidente nacional do PT e ex-deputado federal, Márcio Macêdo, deixou claro, durante entrevista a rádio Cultura na manhã desta terça, 06, que não existe possibilidade de aliança entre o Partido dos Trabalhadores e os blocos liderados por André Moura e os irmãos Amorim. Outro destaque do ex-parlamentar é que o PT tem nomes definidos para os cargos de deputado estadual, federal e senador, e não abre mão de lançar suas candidaturas.

“Queremos ter espaço para fazer campanha, como a de deputado federal, processo que faço parte como pré-candidato, e a de deputados estaduais. Almejamos um projeto harmonioso e que vá adiante. Só não vamos discutir com o bloco liderado por André Moura, pois ele é o líder do governo golpista, que está querendo acabar com a aposentadoria do brasileiro, do trabalhador que se esforçou a vida inteira e no final da vida não pode nem se aposentar. Sobre o bloco de Jackson Barreto, não acreditem que nos descartem, mas se isso ocorrer temos diversos nomes para candidatura de governador, e podemos nos aliar a uma terceira via com outros partidos. O que não queremos é fazer aliança com André e Amorim, pois são da turma de Temer, que está acabando com o Brasil e Sergipe, gerando desemprego”, enfatizou Márcio.

Sobre o alinhamento com o bloco de Jackson Barreto, Macêdo complementou dizendo que não acredita que o PT seja descartado, pois é um partido com história bem sucedida em Sergipe, sendo o maior do estado, e com reverberação em todos os municípios. Apesar de planejar apoiar a chapa que tem Belivaldo como pré-candidato a governador, Márcio disse que, caso a situação não saia conforme o programado, o PT tem condições de realizar outras alianças ou seguir com candidatura própria.

“O PT tem uma história muito forte do legado que Déda deixou no estado, das políticas públicas. Em todo o canto há obra feita por ele e pelo PT. Queremos discutir um projeto para o Estado. Sem contar que também é importante que o Partido dos Trabalhadores esteja presente na chapa majoritária, com todo respeito aos demais partidos. Acho que todo mundo tem legitimidade de pleitear, assim como nosso partido também. E sobre Rogério Carvalho, tomamos a decisão de ele ser nosso pré-candidato a senador”, ressaltou.

O vice-presidente nacional do PT contou que o partido tem chapa forte para deputados estaduais, com condições de levar entre duas e quatro pessoas para a Assembleia. Na disputa pelo mandato de deputado federal o nome dele está incluído. E sobre uma possível discussão sobre a presença do PT na vice-governadoria, Márcio deixou claro que o partido está aberto a discussões.

Divergências no PT

Por conta da pluralidade de ideias e membros do Partido dos Trabalhadores, Macêdo foi questionado durante a entrevista sobre divergências dentro do PT com relação às próximas eleições. Ele aproveitou a oportunidade para deixar claro que o debate de posições discordantes é a maior riqueza do partido.

“Acho isso saudável, pois permite que as pessoas tenham opiniões diferentes e construam processo de democracia interna muito forte. É natural que haja posições políticas divergentes, mas o PT definirá seu caminho durante o encontro estadual. Vamos realizar o debate respeitando a posição das minorias e a majoritária. Se for de consenso, ótimo. Caso contrário, vamos seguir as regras do PT e ir pelos votos. A posição majoritária vai propor uma aliança com Belivaldo. Se não for possível, debateremos uma candidatura própria ou sair em outro bloco. A decisão final deve ocorrer entre maio e junho”, defendeu.

Apoio a Lula

A respeito do ex-presidente Lula, que é pré-candidato a presidência da República, Márcio conta que, apesar de todas as tentativas de retirarem Luiz Inácio Lula da Silva do processo eleitoral, a população o apoia. Prova disso é a pesquisa mais recente da Vox Populi que, segundo Macêdo, aponta que 56% da população tem certeza que o que acontece com Lula é perseguição política. Outro dado destaca que 48% dos entrevistados defende que não só o ex-presidente como qualquer outro cidadão sejam presos apenas com a decisão transitada em julgado (a que não cabe mais recurso).

“Acredito na política como instrumento de transformação para melhor da vida das pessoas. É o instrumento que minha personalidade se adequa para ajudar a população. E quero pedir às pessoas que não desanimem, pois há muita gente de bem e decente nesse meio. Quero dizer também que vou continuar lutando para dar contribuição melhor para meu país e meu estado, pois estou muito preocupado, principalmente com essa geração de jovens que se forma e o mercado não absorve. O que impera atualmente são a falta de oportunidades e o aumento da violência. Estamos perdendo a juventude para o tráfico, para as drogas, o crime organizado. E só as políticas públicas são capazes de mudar isso e alterar essa perspectiva”, pontuou.

 

Da Assessoria de imprensa



13-11-2018
 

 

 

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