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04/12/17 | 07:15h (BSB)

“Jackson precisa se definir e tranquilizar o grupo”, Fábio Mitidieri sobre bloco governista

Deputado cita entusiasmo do PSD para disputar cargo majoritário

Do Portal NaPolítica

Por Raissa Cruz

 

 

O PSD obteve crescimento expressivo nas últimas eleições e, embora seja uma sigla nova, está pareado junto com partidos de longas datas na disputa por espaço na chapa majoritária governista. Nesta entrevista, o líder do PSD, deputado Fábio Mitidieri, defende que o governador Jackson Barreto (PMDB) seja breve em sua definição por candidatura ou não ao Senado, e fala das articulações do PSD em Sergipe e no Brasil. Confira: 

 

NaPolítica: O PSD hoje apresenta-se forte no cenário político, com uma representação em prefeituras e no Poder Legislativo? Poderia resumir como está o quadro do partido hoje e qual a projeção para as eleições de 2018?

Fábio: O PSD hoje é um dos partidos de maior representação no estado de Sergipe. Nós temos nove prefeitos e dezenas de vice-prefeitos e vereadores. Um grupo forte com dois deputados estaduais e um deputado federal. O projeto político para 2018 é disputar um espaço majoritário. Pode ser um espaço no Senado, esse espaço tão difícil, como também um convite que fizemos a Belivaldo Chagas para se filiar ao partido e disputar como governador. Um partido que tem um leque de opções muito grande sendo formado por pessoas que fazem política de maneira clara e transparente. Essa é uma marca nossa.

 

NaPolítica: Então, com certeza o partido quer um espaço para disputar a chapa majoritária?
Fábio: Quer e tem demonstrando potencial para isso. Tem bons nomes para isso. Tem respaldo com no meio político e com a sociedade e tenho certeza que quando chegar 2018 o PSD vai poder compor o espaço majoritário. Não tenho dúvida disso pela qualidade dos seus membros.

 

NaPolítica: O nome do próprio deputado Fábio Mitidieri poderia ser apresentado para essa composição? Inclusive, é verdade que em seu partido você tem sido apontado para a disputa ao cargo de governador?
Fábio: Tenho visto algumas pesquisas com o meu nome. Agradeço as pessoas que tenham colocado o meu nome em destaque. Os resultados demonstram que temos feito um bom mandato em Brasília e o meu nome está á disposição para o espaço majoritário. Tinha dito que eu gostaria de disputar a vaga no Senado, caso o govenador não vá para a disputa, mas se o governador for para disputa, acho o PSD deveria buscar o espaço de vice ou a filiação de Belivaldo.

 

Impasse governista

NaPolítica: O deputado é muito próximo do PRB de Heleno Silva, que almeja disputar o Senado, mas falou recentemente que a solução de harmonia entre o PRB, o PT de Rogério, o PMDB de Jackson e Belivaldo, seria o vice-governador Belivaldo Chagas migrar para o PSD. Por quê?
Fábio: Acho que isso resolve o problema da formação da chapa porque você imagine que temos o PMDB com dois nomes: Jackson e Belivaldo. O PRB com Pastor Heleno, o PSD com o meu nome e o PT com Rogério. Cinco nomes para quatro vagas. Com a vinda de Belivaldo para o partido, você teria quatro nomes e quatro vagas. Seria desfeito o imbróglio.

 

NaPolítica: Qual a sua avaliação sobre como estão hoje a oposição e, principalmente, a situação que você faz parte para a disputa de 2018? Essa indefinição dos quadros ainda como você vê e o que pode render no resultado das eleições?
Fábio: Acho que o nosso governo sofre um desgaste pela crise que o país vem passando. É natural que tenhamos algum desgaste, mas também não vejo na oposição nenhum nome que seja superior ao nosso ou que traga um projeto de inovação maior do que temos na situação. Na hora que for efetivamente para apresentar as propostas, acredito que os projetos do nosso agrupamento saíra vencedor.

 

NaPolítica: Para você, o que falta ao governador como líder do bloco da situação?
Fábio: Jackson tem uma história respeitada por toda sociedade e passa por um momento muito difícil de crise financeira aguda no estado e do país. Jackson precisa se definir e tranquilizar o grupo. Fica a instabilidade, a ansiedade de alguns partidos que querem disputar um espaço majoritário. A decisão de Jackson influencia diretamente no nosso futuro. Espero que logo o governador possa desfazer esse mistério e Belivaldo, caso venha se afastar, que Belivaldo tenha condições de fazer a sua gestão e dar a sua cara a gestão. Acredito que quando ela assumir ele vai implementar isso.

 

Câmara Federal  

NaPolítica: Qual o balanço que o deputado pode fazer do encerramento de mais um ano de Legislatura do seu mandato Federal?
Fábio: Durante os três anos de mandato em Brasília eu tive experiências bem difíceis como foi o impeachment, reforma trabalhista, terceirização, venda do pré-sal e todas essas votações foram moldando meu perfil e hoje as pessoas sabem que tenho um perfil de esquerda, como penso, sempre manifesto abertamente sobre os meus votos e espero concluir o mandato trabalhando e correto com o meu eleitor. Não tem como agradar a todos, mas tenho feito um trabalho para agrada a todos e a minha consciência. Embora algumas vezes não tenham alcançado os objetivos como foi na terceirização, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer, mas eu tenho a consciência tranquila de que fiz a minha parte.

 

NaPolítica: Qual a perspectiva que o parlamentar tem para esse último ano do governo Temer de 2018?
Fábio: Sinceramente acho que o governo Temer é dividido entre a parte política e econômica. A parte política é um fracasso. Você veja os escândalos como a lava-jato, alguns membros denunciados e outros presos. Entendo o governo Temer como muito ruim. Na parte econômica, ele tem uma equipe muito boa. Espero que o Brasil possa avançar em 2018 na parte econômica porque na parte política esse governo se perdeu. Vem expondo a sua base ao ridículo. Depois de passar por duas denúncias junto à Câmara dos Deputados e 97% da população dizer que era a favor do seu afastamento e agora ele vem com a reforma da previdência para acabar com sua base. Ele passou dos limites em todas as proporções, mas graças a deus está acabando e vamos para as urnas.

 

Disputa Nacional

NaPolítica: O PSD já se planeja em como vai se apresentar para a disputa a nível nacional?
Fábio: O PSD tem algumas opções. Nós estamos conversando bastante para compor melhor maneira. A nível nacional, nós temos o Henrique Meireles como opção, o ministro Kassab tem discutido se vai disputar o Senado ou outra composição. O que importa para o PSD de Sergipe é que estamos liberados para compor da forma que desejar.

 

Da redação



11-12-2017
 

 

 

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