Na Política

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11/08/17 | 08:24h (BSB)

Deputados aprovam debate sobre Anuário Socioeconômico de Sergipe 2017

Vários deputados estaduais participaram do amplo debate sobre os dados apontados pelo Anuário Socioeconômico de Sergipe 2017, proposto pela deputada estadual Maria Mendonça (PP), no plenário da Assembleia Legislativa, com as presenças dos professores Luiz Rogério de Camargo e Wagner Nóbrega, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), bem como pelo economista Luís Moura, do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O líder do governo na Casa, deputado Francisco Gualberto (PT), por exemplo, explicou o crescimento da folha de custeio do Estado entre os anos de 2010 e 2011, ressaltando as grandes negociações do Poder Executivo com os servidores públicos. “A Polícia Civil tinha o segundo menor salário da Federação e, após as negociações, passamos a ser a terceira ou quarta do País, e a PM também era a segunda pior e passou a ser a segunda melhor, perdendo apenas para o Distrito Federal. E quanto aos defensores públicos que saíram de um salário médio de R$ 3,7 mil para quase R$ 16 mil? Tudo isso explica o aumento da folha”.

Em seguida, o petista defendeu que o custeio do Estado hoje, com relação aos gastos com pessoal, é o mesmo de 2009, graças a uma série de medidas tomadas por conta da crise. “A previsão de cargos comissionados no Estado desde Marcelo Déda (in memoriam) que nunca foi preenchida. Os comissionados não chegam a 2% da folha de pagamento. Essa teoria de que se demitir todos vai resolver não procede. É preciso fazer comparações respeitando o potencial econômico dos Estados e as desigualdades regionais”.

Já o deputado Luciano Pimentel (PSB) fez uma avaliação extremamente positiva. “Fiquei muito feliz quando tive acesso a este Anuário porque vejo nele um instrumento de planejamento, colocado a serviço da sociedade e do governo, para que este busque melhorar e garantir o desenvolvimento do Estado e dos municípios. Os professores estão dando uma ferramenta para auxiliar o Executivo no seu planejamento, em pensar melhor no Estado”.

Outro que se manifestou foi o deputado Georgeo Passos (PTC), líder da oposição na Casa. Para ele, o cenário apresentado para as autoridades requer que sejam buscadas alternativas para tirar o Estado desta situação e “para evitar que daqui a 10 anos a gente não esteja repetindo algo até pior”.

“A gente precisa entender o que precisa ser feito para mudar esta realidade. Temos Estados do Nordeste que viraram polos em tecnologia, o que não vemos por aqui; em Alagoas o governo paga os salários e ainda concede reajuste e aqui esta realidade. Este governo está acabado e a gente quer saber se os problemas estão ou não nos gestores atuais. Aqui a Educação vai mal, o desemprego segue em alta e a consequência é a violência desenfreada. É possível se reverter este cenário, com os agentes atuais?”, questionou Georgeo Passos.


Já a deputada Ana Lúcia (PT) sugeriu que seja montada uma espécie de força tarefa entre os pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe, técnicos do Governo do Estado e as Centrais Sindicais. A petista pontuou que a categoria mais prejudicada pelo desequilíbrio tem sido o magistério, entre os professores e técnicos, além dos funcionários das escolas. Ela ainda defendeu bolsa estudo para os estudantes que ficam na escola em regime integral.


“Muitos jovens complementam a renda de suas famílias, seja como pequeno produtor rural, seja na porta de um supermercado, limpando jardins ou tomando conta de carros. Essa proposta é excludente para os alunos da classe média pobre. Fica uma maioria que tem a família com uma escolaridade mais alta. Aquele jovem, que trabalha, não pode ficar sete horas dentro da escola e o ensino noturno há muitos anos está desativado”, comentou a deputada petista.

Já o deputado Moritos Matos (PROS) falou em “década perdida” e apenas questionou se existe alguma possibilidade de o Estado de Sergipe achar ou recuperar todo este tempo que fora avaliado como “perdido” pelo parlamentar.


Já a autora do requerimento para o debate, deputada Maria Mendonça, valorou o empenho e a contribuição da UFS e lamentou os índices de violência que levaram Sergipe ao terceiro Estado mais perigoso do País. “Vivemos sob uma situação gravíssima e muitos jovens estão sem trabalhar e sem estudar. Quando a Unidade de ensino fecha seus turnos noturnos, ele tira a oportunidade de muitos frequentarem as escolas. Esse Anuário deve servir de estudos e aprofundamentos pelos técnicos do Governo”.


Por fim, Maria Mendonça defendeu que o governo do Estado trabalhe com seus números de uma forma bem transparente, “Infelizmente não temos um calendário de pagamento no Estado e só nos resta ficar na dependência de quando o governo vai pagar. A Radioterapia tem uma máquina que quebra várias vezes, que já deu, que chegou ao limite. Vejo que esse anuário viabiliza para o governo um trabalho de articulação para que possamos, de uma forma articulada, tentar reduzir tudo isso. É preciso que toda a sociedade passe a pensar Sergipe, inclusive que está no comando”.

Da Agência de Notícias Alese



19-08-2017
 

 

 

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