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03/08/17 | 08:03h (BSB)

“Infelizmente, Sergipe só cresce mais do que o Brasil quando o índice é desfavorável”, diz Pimentel

Deputado estadual com formação em administração de empresas e com 36 anos de vida dedicados a um banco de desenvolvimento, como a Caixa Econômica, Luciano Pimentel, PSB, incorporou ao seu mandato uma constate preocupação com o avanço socioeconômico do Estado de Sergipe. Na mais das vezes, seus pronunciamentos e projetos incorporam este tema.


Nesta terça-feira, segundo dia de atividade do retorno da Assembleia Legislativa às suas atividades, Luciano Pimentel fez um longo pronunciamento a partir dos dados do Anuário Socioeconômico feito pelo Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe, que mostra o Estado em situação preocupante. Sergipe aparece em declínio, economicamente.


A constatação de Luciano Pimentel diante dos dados saltados da UFS foi dura e triste, mas real. “Infelizmente, só quando o índice é desfavorável nós crescemos mais do que o Brasil. Quando o índice é favorável, nós estamos sempre aquém do crescimento da economia brasileira”, atestou o parlamentar do PSB. Luciano disse que os dados do Anuário Socioeconômico dos professores da UFS certificam uma preocupação que tem sido muito comentada na Alese, que é “da falta de um planejamento no curto e médio prazo que vislumbre o desenvolvimento para do Estado”.


“Este estudo acadêmico, tecnicamente bem construído pelos professores, mostra que as preocupações que nós temos tido nesta Casa são reais e observadas por todos os sergipanos e, que evidentemente, tem apontado a perda por Sergipe a cada dia de espaço na geração de empregos, comprometimento da modernidade da sua economia e da melhoria da qualidade de vida do seu povo”, disse ele.


Com base no Anuário, Luciano mostrou que de entre 2010 e 2016, somente 2011 Sergipe teve um crescimento da economia à altura do PIB Nacional, ficando o Brasil com 4% e Sergipe com 4,8%. A partir daí, revela o parlamentar, o Brasil cresce 1,9% e Sergipe, 1,5% em 2012. Em 2013, o país vai a 3% e Sergipe fica em apenas 1% e em 2014, os dois se esborracham num crescimento de 0,5% e 0,4%, com Sergipe em desvantagem.


Mas pior estraria por vir, aponta Luciano: em 2015, o PIB nacional encolhe para menos 3,8% e o do Estado despenca para menos 5,5%. Em 2016, o nacional fechou com déficit de 3,6% e o local, com 4,6%. “O que mais tem influenciado na queda do PIB é o desempenho negativo da indústria de transformação e dos serviços industriais de utilidade pública”, disse Luciano Pimentel.

Na análise dos dados da agricultura, da indústria, dos serviços e da construção civil, Luciano Pimentel disse houve no Estado um desempenho aquém “do que se espera para uma economia moderna, mais pujante”. “Na indústria de transformação de Sergipe, no período estudado de 2010 a 2014, nós perdemos 20,7% de sua capacidade produtiva. Nos serviços industriais e de utilidade púbica, perdemos 9% e a construção civil, perdeu 0,8%”, disse ele.


Luciano Pimentel lembrou das diversas vezes em que ele falou na Alese da redução na produção petrolífera e da com queda os royalties recebidos por Sergipe e pelos municípios. “O gráfico demonstra que no período de 2002 a 2016, a Petrobras aumentou em 77,3% a produção de petróleo e gás no Brasil. Vejam a ironia: no mesmo período, essa produção Sergipe foi reduzida e encolhida em 15,6%. Se somarmos toda a produção de petróleo do Estado de Sergipe de 2015 e 2016 equivale ao que a Petrobras produziu aqui no ano de 2002”, diz o deputado. “Isso num período em que a Petrobras cresceu 77,3%”, insiste ele.


O parlamentar do PSB detalhou, também, a extensão da crise sobre a atividade comercial do Estado. Aqui, numa comparação com os demais Estados do Nordeste e com o resto do Brasil. Os dados são assustadores contra Sergipe. Só no ano passado, esta atividade teve uma queda local de 12,2%, comparada uma redução de 10,5% no Nordeste e de 8,7% no âmbito nacional. “Isso equivale a menos arrecadação e menos empregos. A evolução do comércio reflete bem a evolução da renda do nosso povo”, disse Luciano.

Luciano Pimentel chamou a atenção para a involução do setor de serviços de 2013, segundo o estudo da UFS, até 2016. Não houve um ano sequer com crescimento. Na escala do menos, 2013 teve redução de 1%; 2014, de 0,4%, 2015, de 5,4% e 2016, menos 8,1%. Aqui, como diz Luciano, todos índices foram piores do que os do Brasil, com alguns anos o crescimento nacional sendo positivo.


Da Ascom



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