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27/07/17 | 09:43h (BSB)

Emília questiona aumento da tarifa de ônibus “Tiraram dos vereadores essa discussão”

Setransp aponta dificuldades econômicas

Do Portal NaPolítica


O valor do aumento da tarifa de ônibus apresentado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) tem gerado muitas discussões. Em projeto aprovado na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), no final do semestre deste ano, os vereadores devolveram para o executivo a responsabilidade do aumento da tarifa.

A vereadora de oposição Emília Correa (PEN) questionou o valor apresentado de R$ 3,98 e lamentou, pois os vereadores não poderão discutir o valor apresentado na Câmara. Ainda segundo a vereadora o valor apresentado já era esperado.

“Isso é complicado, mas vamos ver o que virá. Quem deve dar as explicações do valor definido, que deve baixar um pouco mais para mostrar a sensibilidade entre aspas, é o executivo. Estamos em um município em que o povo é só pretexto para se manter no poder. Lamento muito porque não temos transporte digno para esse valor. A gente sabe que houve o aumento do combustível, mas já houve uma liminar. O aumento foi considerado ilegal”, lamentou Emília.

A vereadora ainda enfatizou que foram os próprios vereadores que tiraram da CMA a discussão da tarifa. “Foram os vereadores que passaram a bola para o prefeito e eu repito que a bola passada para o prefeito de definir é de competência do prefeito. A discussão é que nunca poderia ser retirada da Câmara. A nossa contribuição foi de que fosse alterado o artigo e assim o povo teria conhecimento dos cálculos”.


Setransp

O Setransp justificou o aumento apontando os constantes aumentos dos custos para operação do serviço somado a queda no número de passageiros pagantes, que caiu 17,33% entre o primeiro semestre de 2015 e 2017. “Hoje, na diferença entre a tarifa e despesas, o setor aponta uma defasagem de 29%. Com essa realidade problemas aparecem frequentemente, como por exemplo, a paralisação na renovação da frota de ônibus. Há três anos a capital e região metropolitana não têm renovação com ônibus novos, e, entre outras coisas, todas as empresas que operam o transporte aqui encaram dificuldades todos os meses para pagar os salários dos seus colaboradores em dia”, informou através da assessoria de comunicação.

Ainda segundo o Setransp, nos últimos cinco anos, os custos para operação no serviço do transporte público na Grande Aracaju tiveram 53,08% de aumento no preço do combustível e 53,84% de acréscimo salarial aos trabalhadores rodoviários. Nesse mesmo período a tarifa de ônibus marcou uma correção de 37,78%, sendo que na época do último reajuste — em dezembro de 2015 — o percentual de reajuste já não atendia a necessidade de revisão da tarifa, de acordo com os aumentos dos custos, junto a queda dos passageiros pagantes do transporte, para equilíbrio do setor.

Da redação



18-10-2017
 

 

 

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