Na Política

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19/06/17 | 09:10h (BSB)

MP de Contas apura atuação do Estado no combate à desertificação

O Ministério Público de Contas vai apurar junto ao Governo do Estado de Sergipe como tem se dado a atuação do poder público no combate à desertificação. A informação é do procurador-geral João Augusto Bandeira de Mello, que enviou Ofício nesta sexta-feira, 16, ao secretário de Estado do Meio Ambiente, Olivier Chagas, a fim de requisitar informações e documentos.


Segundo o procurador-geral, a ideia é verificar se as ações desenvolvidas pelo Estado têm buscado melhorar o desenvolvimento humano e o acesso aos recursos hídricos nos municípios sergipanos sujeitos à desertificação. Ele lembra que neste sábado, dia 17 de junho, é comemorado o Dia Mundial de Combate à desertificação e à Seca, data escolhida pela Assembléia-Geral da ONU em 1994.


No Ofício, Bandeira de Mello destaca que a Lei nº. 13.153/ 2015, que institui a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, define ações a serem desenvolvidas na seara estadual, com o intuito de combater o processo de desertificação, bem como de mitigar os efeitos da seca.


Em meio às solicitações, cujo prazo para envio é de 30 dias, o gestor deverá relatar o que foi efetivamente realizado no combate à desertificação desde a implementação do Plano Estadual de Combate à Desertificação (PECD), aprovado em 2012, com vigência de quatro anos, discriminando a natureza da ação e o local beneficiado.


Deverá ainda identificar se houve avanço ou retrocesso em termos de áreas ameaçadas pela desertificação no estado de Sergipe após a execução do PECD 2012/2016; informar ações de prevenção e combate à desertificação que estejam em andamento, bem como os programas específicos que tratam do combate à desertificação, entre outros itens.

A atuação do MP de Contas sergipano está em sintonia com recente sugestão feita pelo Conselho Nacional de Procuradores de Contas, que tem estimulado a atuação nesse sentido em meio aos membros dos estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, onde os efeitos da desertificação são mais sentidos.


Da Ascom



25-06-2017
 

 

 

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