Na Política

Biblia Online

27/04/17 | 08:02h (BSB)

Oposição critica a falta de compromisso do município com os pacientes de câncer

A defensora pública e vereadora, Emília Corrêa (PEN), ocupou a tribuna da Câmara de Vereadora de Aracaju (CMA) durante o pequeno expediente, para criticar duramente a falta de compromisso dos gestores públicos com os pacientes oncológicos que necessitam de tratamento radioterápico do Hospital de Cirurgia.


Segundo a parlamentar, o Hospital de Cirurgia suspendeu seu atendimento mais uma vez porque o Acelerador Linear apresentou um sério problema, comprometendo novamente o tratamento é a saúde de cerca quarenta pacientes em tratamento.


“É uma falta de respeito tão grande com as pessoas!? Os pacientes oncológicos não podem faltar um dia de tratamento, mas também não sabem mais o que fazer. É sempre a mesma ladainha de que se está aguardando um técnico especialista, demorando o reparo às vezes até quinze dias. O povo de Aracaju está cansado, ninguém aguenta mais tanto descaso”, pontou.


Na oportunidade, Emília Corrêa destacou a visita que fez semana passada ao Hospital de Cirurgia, onde conversou com alguns pacientes e familiares de idosos que são ignorados quando o seu atendimento exige celeridade para o tratamento eficiente da sua doença.


“Os pacientes idosos estão morrendo. Precisam de mais atenção exatamente porque são idosos. Até onde sei, qualquer ocorrência de urgência que apareça um procedimento cirúrgico programado para uma pessoa idosa, os adiamentos são recorrentes. A prioridade parece não ser o idoso, que fica sofrendo em um leito, sem atenção”, lamentou.


Para Emília, é muito importante enfatizar que os pacientes oncológicos, que hoje são cerca de 40, necessitam da continuidade das sessões diárias de radioterapia e que o Estado e município precisam deixar de vaidade e cuidar da saúde das pessoas.

“É muito preocupante porque estamos falando de pessoas realizando um tratamento delicado e que em hipótese alguma pode ser interrompido. Muitos desses pacientes são oriundos do interior do Estado. As pessoas deixam suas cidades para garantir um tratamento adequado e recebem uma resposta negativa, porque o poder público não reconhece a saúde como prioridade de gestão”, declarou.


Da Ascom



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