Na Política

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12/04/17 | 07:33h (BSB)

Deputados debatem sobre impacto da Reforma da Previdência para Enfermagem

Depois da palestra sobre “Reforma da Previdência, Terceirização e o impacto junto aos trabalhadores da Enfermagem”, atendendo a uma indicação do deputado estadual Moritos Matos (PROS), outros parlamentares se somaram a luta da categoria manifestaram o apoio à luta tanto à representante do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren/SE) quanto à vice-presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que fizeram suas exposições em plenário, durante o Grande Expediente da sessão da Assembleia Legislativa.

GeorgeoPara o deputado estadual Georgeo Passos (PTC) é preciso dialogar para avançar. “Parabenizo as exposições feitas aqui hoje. É o ambiente mais propício para este debate e vejo os trabalhadores corretos em lutar pela preservação de seus direitos. Por mais que o governo tenha sua força, a sociedade está se mobilizando e alguns pontos da PEC já foram retirados. Sobre a terceirização me chama a atenção o fim do concurso público, que é garantido hoje pela Constituição Federal. Outra coisa: a nossa maior despesa hoje não é da Previdência, mas dos juros de empréstimos tomados”.

O deputado Antônio dos Santos (PSC) apela pela mobilização dos trabalhadores. Ele destacou algumas reuniões que participou e debateu sobre a Reforma da Previdência na Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais) com o presidente da República, além dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. “Levamos nossa contrariedade com o ritmo da reforma porque não estão ouvindo todo mundo. Se excederam na dose dos prejuízos aos trabalhadores. Tem que aumentar a idade mínima para aposentadoria, mas tem que ter um meio-termo. O governo tem que flexibilizar, caso contrário não aprova! É preciso respeitar o direito adquirido. A Unale tem sido uma protagonista nesta proposta”.

Por sua vez, a deputada Ana Lúcia (PT) avalia que o problema para os trabalhadores está na politicagem dos representantes do povo. “Não houve um debate com o povo e agora dia 19 será votada a Reforma Trabalhista. Vão mudar cerca de 100 itens da CLT. Isso já é consequência da terceirização. Os trabalhadores do campo não terão recursos para ter aposentadoria. É uma situação de extrema vulnerabilidade para todos os trabalhadores e a terceirização é precarização sim. O erro é da politicagem porque, para atender aos pedidos políticos, deputados e senadores geram essa subserviência absurda. É a política para servir os grupos e não a população”.

A deputada estadual Goretti Reis (PMDB) reconheceu a luta da categoria e sobretudo do Coren para assegurar direitos para os profissionais da enfermagem. “Fico sem entender com querem fazer uma reforma e deixam a coisa chegar ao caos. Infelizmente o trabalhador é penalizado com o pagamento de coisas ilícitas que acontecem no processo. Ele já vive assoberbado de serviços e os profissionais da enfermagem têm dificuldades no apoio emocional e psicológico, acompanhando de perto, por horas, o sofrimento e a dor das pessoas. Temos que cobrar dos nossos representantes em BSB”, disse, anunciando que já falou com o deputado Fábio Reis (PMDB) e que o mesmo não vota na reforma da Previdência e nem votou pela terceirização.

Por fim, o deputado Moritos Matos agradeceu as exposições feitas na Casa, externando sua desconfiança com o Congresso Nacional. “Como teremos uma reforma decente se no Congresso temos os maiores devedores? Se quem mais deve no País são os credores? Infelizmente os banqueiros comandam boa parte dos nossos representantes em BSB. Temos três poderes constituídos e o quarto certamente é o Poder econômico, que infelizmente parece mandar sobre os outros três. Infelizmente o brasileiro escolhe muito mal e porque quer! Estão jogando a responsabilidade em cima dos pequenos. Nada se fala sobre os grandes banqueiros e as grandes fortunas. A gente precisa se mobilizar mais e rezar muito para Deus agir no coração dessas pessoas”.

Por Agência Alese de Notícias



25-06-2017
 

 

 

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