Na Política

Biblia Online

13/03/17 | 08:55h (BSB)

João Daniel lamenta ameaça de corte nos programas sociais caso reforma da previdência não seja aprov

Na avaliação do deputado federal João Daniel (PT/SE), o governo federal tenta intimidar a população brasileira com a ameaça de corte nos programas sociais, caso sua proposta de reforma da previdência não seja aprovada no Congresso. Para ele, isso é mais uma das maldades promovidas por esse governo.


“Como se este desgoverno pensasse em programas sociais. Isso praticamente já acabou quando a PEC da maldade [PEC 55/241] foi aprovada e congelou recursos para Educação e Saúde. Congelou salários, inclusive o salário mínimo, e também os recursos para investimentos em obras e programas, inclusive os sociais, tudo isso por 20 anos. Durante 20 anos, a economia brasileira poderá estar exclusivamente voltada para favorecer apenas três segmentos: empresários, banqueiros e credores internacionais”, afirmou.


O deputado observou que com essa proposta se observa a exclusão de mais de 70% da população brasileira do sistema previdenciário. João Daniel lembrou que, para o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a proposta trata da desconstrução da Previdência pública no Brasil. “Será um salve-se quem puder: aqueles que puderem migrar para a previdência privada irão fazê-lo, em especial a classe média, o que fragiliza ainda mais o sistema”, alertou.


Ainda segundo o Dieese, a tendência é que o sistema público da Previdência se pareça, cada vez mais, com uma política social, e não um direito. “Vai virar um programa social que vai dar uma renda mínima para um conjunto muito pequeno da população mais pobre. Os demais deverão ir para previdência privada. Essa é a proposta”, avaliou o parlamentar.


João Daniel observou também que, ao desvincular o reajuste das aposentadorias à correção do salário mínimo, haverá o retorno das desigualdades sociais e regionais que haviam sido superadas, em grande parte, durante o governo Lula, quando houve a valorização do salário mínimo e incremento de programas sociais como o Bolsa Família, o Financiamento Estudantil (FIES) e maior investimento em educação técnica e superior.

“A partir dessas ações tivemos um impacto em todas as regiões do país, o que melhorou a vida das pessoas nos mais distantes e desassistidos municípios e se tirou da linha de pobreza mais de 40 milhões de pessoas. Portanto, não podemos dar ouvidos à ameaça dos golpistas. Vamos dizer um grande não a sua proposta de acabar com as aposentadorias, aumentar o tempo de contribuição e de levar toda uma conquista do povo pelo ralo”, disse.


Da Ascom



11-12-2017
 

 

 

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