Na Política

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08/03/17 | 08:10h (BSB)

Mulheres ainda têm pouco a comemorar, diz Maria do Carmo

Em seu Dia Internacional, a mulher, ainda, tem pouco a comemorar. É o que pensa a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) ao citar alguns dados que justificam o seu entendimento. Ela apontou como exemplo o fato de, apesar das mulheres terem maior formação acadêmica, continuarem trabalhando mais e ganhando menos que os homens.


“Mesmo em posição de comando, elas continuam recebendo menos que eles. Isso, sem contar com as dificuldades de serem inseridas no mercado de trabalho em virtude do seu papel de mãe, bem como tantas outras imposições que lhes são socialmente impostas”, afirmou a senadora, primeira sergipana a exercer o cargo por três mandatos consecutivos.

De acordo com a democrata, “esses são apenas alguns exemplos, mas existem diversos outros que nos fazem acreditar que o 8 de março serve para uma reflexão profunda sobre o papel da mulher em todos os cenários. Temos caminhado, mas a despeito da nossa firmeza, os passos têm sido estreitos e não têm sido suficientes para minimizar as desigualdades”.

As diferenças ficam latentes, conforme explicou a senadora, ao analisar os dados do estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado ontem (6) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A análise é feita com base em séries históricas de 1995 a 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Segundo o estudo, mais de 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas. Os homens que assumem afazeres domésticos são em torno de 50%. “Isso tem um peso bem negativo para a mulher na hora de ser inserida no mercado de trabalho, pois, na maioria dos casos, cabe a ela cuidar dos filhos integralmente, gerando uma dura jornada. Sem contar que muitos lares hoje são chefiados por mulheres, mesmo havendo homens em casa”, disse.

Para Maria, não se pode ignorar os avanços, mas ainda são muitos os desafios e barreiras a serem enfrentadas para que, de fato, as mulheres possam ser tratadas com igualdade. Ela acrescentou que a situação é ainda menos animadora quando se trata de mulheres negras e de baixa escolaridade.


Da Ascom



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