Na Política

Biblia Online

16/09/16 | 17:57h (BSB)

Vera Lúcia: “Existe um monopólio das eleições pelos grandes partidos”

Candidata diz também: PSOL, se não corrigir sua rota, vai acabar no mesmo lugar que o PT

A candidata Vera Lúcia participou da série de entrevistas “Eleições 2016 Na Política” com os candidatos a prefeito de Aracaju. Vera Lúcia defendeu a desmilitarização da polícia e a gratuidade no transporte público. A candidata também desatacou que o PSTU e PSOL são partidos com projetos diferentes, e alertou que o PSOL pode acabar do mesmo jeito que o PT.Confira abaixo os principais trechos da entrevista, que contou com questionamentos enviados por internautas, e no vídeo a gravação completa:

 

Luiz Filipe (internauta): Em seu plano de governo, a senhora defende uma greve unificada para a conquista e direitos dos trabalhadores. Diante do atual cenário político e econômico, como a senhora acha que a economia aracajuana reagiria?

Vera Lúcia: Depende, como reflexo da crise econômica, os trabalhadores têm pago uma inflação absurda. Quem lucra com isso? Os grandes bancos que lucram, as empresas e os grandes empresários. Precisamos fazer uma greve geral para assegurar os direitos dos trabalhadores porque quem tem pago por essa crise são os trabalhadores.

 

Paulo César Alves (internauta): Caso eleita, como que a senhora pretende custear todos os planos de governo praticando uma política de congelamento de preços e gratuidade das tarifas públicas?

Vera Lúcia: O congelamento dos preços não depende necessariamente de uma política municipal, ela depende de uma política também nacional. Agora para segurar a questão das tarifas e garantir recursos para isso, parte do nosso programa defende o aumento progressivo do IPTU dos riscos para isentar os pobres. Temos poucos ricos nessa cidade, mas com muito dinheiro. O fim da isenção para aos empresários em todos os níveis para que o estado possa arrecadar mais e o não pagamento da dívida pública.

 

Ana Flávia (internauta): A senhora é declaradamente contra os políticos das outras esferas: governo estadual e governo federal. Como que a senhora pretende manter uma articulação política com essas esferas?

Vera Lúcia: Pensemos assim Ana Flávia, você já imaginou onde a população organizada em conselhos populares determinem os rumos da cidade dos 100% do orçamento. Que exemplo seria para outras cidades? Nós podemos começar a exercer a democracia pela cidade de Aracaju.

 

NaPolítica: Diante do atual cenário econômico, como que o município, sob a sua gestão, arcaria com as propostas de benefício aos desempregados, como: gratuidade no transporte público, gratuidade nas faturas de água e luz, e o gás de cozinha?

Vera Lúcia: No transporte, a gratuidade e a tarifa social depende exclusivamente da estatização do transporte, que utilizado tendo como principal objetivo o lucro que vai para o bolso de meia dúzia de empresários, enquanto a população amarga um transporte ruim, caro e insuficiente.

 

Adinésia (internauta): A senhora não acha que essas políticas de gratuidade abriria um grande viés para que pessoas, com condições financeiras, se aproveitem?

Vera Lúcia: Não Adinésia, porque se o estado quiser controlar. Há mecanismos de controle para saber quem se aproveita e quem não aproveita. Essa Anarquia aparente que descamba na corrupção, uma anarquia totalmente aparente. Podemos controlar isso, o estado tem mecanismo e a prefeitura também tem mecanismo.

 

NaPolítica: O que a senhora tem a falar sobre o seu programa de habitação, tendo em vista essas ocupações que ocorrem em Aracaju?

Vera Lúcia: O problema da habitação nós precisamos resolver porque uma das piores coisas que pode acontecer na vida da pessoa é não ter emprego e não ter para onde voltar, uma casa decente.

 

NaPolítica: Em seus planos de governo, é defendido a desmilitarização, proposta esta que não é de competência do município. Qual sua proposta a cerca da segurança pública a nível municipal (mais especificamente, para a guarda municipal)?

Vera Lúcia: Nós vamos parte de uma campanha nacional pela desmilitarização da polícia, que a Polícia Civil seja unificada, que ela também tenha direito de se manifestar, de reivindicar melhores condições de trabalho e salários, masque essa política ao em vez de andar armada da ofensiva, ela fosse uma política unificada com a comunidade. Uma polícia civil que trabalhasse com a comunidade para junto com ela criar estratégias.

 

Marcos Vinícius (internauta): Em relação à saúde, a despartidarização da saúde será uma das suas prioridades?       

Vera lúcia: Sou partidária. Sou ativista política e eu acho que todas as pessoas estando em um partido ou não é um ser político e ele se organiza politicamente, seja no partido ou fora dele. A questão não é despatidarizar a prefeitura, mas com os cargos comissionados. Outra coisa é acabar com a parceria público privado, não somos a favor disso porque o privado junto com o público vai atender os interesses do privado. 

 

NaPolítica: Falando sobre a questão da saúde, como será essa tratativa no governo de Vera lúcia com essa situação de poucos recursos?

Vera lúcia: Primeiro, todos os recursos públicos que vêm para a saúde devem ser destinados somente para a saúde pública. Nós fazemos parte de uma campanha para que o Governo Federal deve deixar de pagar a dívida pública para garantir mais recursos para a saúde pública nos municípios. Nenhum centavo para a iniciativa privada.           

  

Pedro Augusto (internauta): A educação é uma prioridade na sua gestão? Se sim, quais ações você implementaria?

Vera lúcia: A educação é como comer. Você se alimenta para manter o corpo de pé e a educação é como uma necessidade humana para que você possa ter acesso ao conhecimento. O problema é que esse conhecimento é negado para a maioria da população.

 

Na Política: PSTU e PSOL estiveram juntos nas eleições em 2014 para o governo. Não seria propícia unir forças nesse ano também?

Vera Lúcia: As eleições atendem a um momento conjuntural. Somos dois partidos distintos, muito embora nós apoiemos um grupo de esquerda com estratégia diferente, programa diferente, tanto que é um outro partido, o PSTU também. Nós temos muitas diferenças com o PSOL, uma tem a ver com relação ao Governo Federal. Nós achamos que não foi um golpe, pois quem foi golpeada foi a classe trabalhadora. Não achamos que foi um golpe porque em metade dos municípios o PT continua com aliança com o PMDB... Muito embora respeitemos a professora Sônia pela sua trajetória política, o PSOL, enquanto partido, se não corrigir a sua rota vai acabar no mesmo lugar que terminou o PT.

 

NaPolítica: Fala-se muito que as perspectivas de partidos tidos como menores é de apenas utilizar os espaços para eleições de semear ideias sobre a política, mas para resultados a longo prazo para a sociedade, mas nem eles mesmos acreditam nesse resultado a curto prazo vencendo as eleições?

Vera Lúcia: O desemprego é uma coisa urgente. Ter um salário é mais do que urgente. Diminuir os preços é mais do que urgente. Saúde, educação básica e educação são coisas urgentes. O problema é que nas eleições, a maioria não conhece os projetos de governo do PSTU porque o programa do nosso partido tem 8 segundos e 30 segundo na grande durante a programação. Existe um monopólio das eleições pelos grandes partidos e pelas coligações. Na eleição aqui em Aracaju, podemos afirmar que temos três construtoras disputando a prefeitura de Aracaju.

 

Sobre o candidato

Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado é sindicalista e atualmente trabalha como educadora sindical em Sergipe.Trabalhou durante diversos anos como operária na indústria de calçados, quando fundou o Sindicado dos Coureiros e Sapateiros do Estado de Sergipe, em 1991.

Atuante na luta pelos direitos de seu setor, Vera foi convidada para atuar em outros sindicados em Sergipe, se tornou diretora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Federação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Têxtil.

 

 



14-11-2019
 

 

 

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