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19/08/15 | 03:26h (BSB)

Mendonça Prado defende: “presos são tratados da melhor maneira”

“Espaço limitado nas delegacias não significa que há um tratamento indigno”, diz secretário, que fala também das reivindicações dos policiais

Por Raissa Cruz

 

Embora diante das recentes rebeliões em delegacias e de reivindicações insistentes dos policiais, o secretário de Segurança Pública do Estado de Sergipe, Mendonça Prado, em entrevista ao portal NaPolítica, se mostrou tranquilo: “nós não temos nenhuma dificuldade na SSP. O grande problema é a grande quantidade de pessoas que se envolvem no crime”, disse ele. Mendonça sustenta que em Sergipe “não temos nenhum problema de tortura nas delegacias”, e considera que “nossa polícia é constituída de excelentes profissionais”. O secretário acredita na evolução da segurança com a transferência dos detentos das delegacias para os presídios, e comenta sobre as reivindicações dos delegados e policiais civis. “Não há obstáculos, recebemos todas as reivindicações e serão apreciadas no futuro”, diz ele. Veja mais:

 

Sobre o lançamento do sinal de comunicação digital da SSP, como atuará na segurança do estado?

O serviço de rádio comunicação digital permite que as forças de segurança do Estado de Sergipe firmem a era da tecnologia. Todo o estado será beneficiado com a abrangência desse sistema. Você tem, por exemplo, o sistema de telefonia móvel que você não consegue se localizar em todas as localidades, mas a rádio comunicação da Segurança Pública proporcionará os agentes de segurança fazer uso do sistema em qualquer ponto do estado. O sistema vai transmitir dado, voz, vídeos, ou seja, é um sistema ultramoderno de tecnologia avançada e será importante para otimizar as ações das policias.

 

Esse sistema ainda não serve às cidades como um monitoramento de vídeo...

Não. É rádio comunicação digital não é vídeo monitoramento ainda. Esse sistema é para a Polícia Militar e seus integrantes se comunicarem entre se. Mas será expandido para o Corpo de Bombeiros, perícia e Polícia Civil, e cogitamos ampliar para monitoramento por vídeo.

 

Como a SSP tem lidado com essas constantes rebeliões nas delegacias, e a transferência dos presos aos presídios, mesmo já em superlotação, está resolvendo o problema?

Temos lidado com tranquilidade, porque nós tínhamos um obstáculo do sistema prisional em razão de uma interdição feita por um juiz, mas com o recurso interposto pela Procuradoria do Estado, o Tribunal de Justiça desobstruiu o sistema prisional e vamos ter o encaminhamento dos presos que estão em delegacia para presídios. Não há nenhum problema na segurança pública quanto a isso, o que havia era uma interdição da justiça que agora foi desobstruído por decisão do Tribunal fazendo com o sistema prisional recepcione os presos de delegacias. O que houve foi um fim de um período que sempre queríamos concluir e foi concluído agora.

 

Sobre essa questão do sistema prisional e a superlotação nos presídios, em recente declaração a imprensa, o delegado Antônio Moraes comentou que parece que a SSP não quer incomodar a SEJUC (Secretaria de Justiça) e vice-versa, isso citando a necessidade de medidas mais eficazes para o sistema... É realmente isso secretário? E o sistema que temos hoje no Estado tem sido suficiente para dar conta do volume de presos?

Quanto às declarações não faço avaliações de quem quer que seja. O que tenho a dizer é que a SEJUC tem realizado um trabalho visando à construção de novos estabelecimentos penais. Teremos um em Estância, o de Areia Branca será ampliado e o regime semiaberto será reativado. O que observamos é uma organização do sistema penitenciário e, logicamente, reestruturação da Segurança Pública. A organização dos dois sistemas terá muitas melhoras para segurança do estado de Sergipe.

 

A visita da ONU aos presídios sergipanos serviu como alerta para a SSP quanto às suspeitas de maus-tratos aos presos, ou já era previsível?

Nós estamos prontos para receber qualquer visita seja nacional ou internacional. Os nossos policiais trabalham sempre preservando a dignidade humana. Nós não temos nenhum problema de tortura nas delegacias. Os nossos presos são tratados da melhor maneira possível. A questão do espaço limitado nas delegacias não significa dizer que há um tratamento indigno. Recebemos com muita tranquilidade a ONU e eles foram atendidos em seus questionamentos. Não há nenhuma ilegalidade da secretaria, e nossa polícia é humana, moderna e constituída de excelentes profissionais.

 

O secretário concorda com as declarações feitas pela OAB de que a greve dos policiais e delegados de Sergipe estaria causando preocupação ou prejuízo para segurança, e que a greve estaria maculando os direitos dos presos que estavam custodiados em delegacias?

Não tivemos nenhum prejuízo, as coisas transcorrem normalmente e tudo que ocorreu foi decidido pelo Judiciário. Nós tínhamos uma interdição judicial, mas o que o Tribunal ao analisar o recurso percebeu que o Poder Executivo de Sergipe tinha razão e fundamento jurídico, e que é melhor que o preso esteja no sistema prisional que é mais amplo.

 

Quanto às reivindicações dos policiais e delegados, há alguma previsão do governo em atender?

Os delegados, os agentes e os demais integrantes da SSP da PM, Bombeiros e perícia são todos parceiros da Administração. Tudo o que puder ser feito será. Nós queremos que eles progridam na carreira e sejam valorizados até porque eles foram submetidos a concursos públicos, e tiveram um grau de exigência elevado, portanto deve ter uma atenção dos gestores públicos. Todas as vezes que o Estado tiver as condições e oportunidades para atendê-los isso será feito. Não há obstáculos, recebemos todas as reivindicações que são apresentadas e serão apreciadas no futuro. Eu estou inclusive com um panfleto dos policiais civis aqui, e uma das coisas que eles reivindicam é um aumento no número de policiais, o governo já fez concurso e iniciaremos agora o curso de formação de novos policiais e mais escrivãs. Eles falam da superlotação das delegacias... Com a decisão do Judiciário para transferência dos presos, nós vamos praticamente esvaziar todas as delegacias. Todas as reivindicações postas estão sendo na medida do possível atendidas, e é isso que nós queremos. Atender as reivindicações dos nossos profissionais e da população de Sergipe.

 

Para finalizar, qual tem sido a maior dificuldade que a SSP enfrenta hoje para amenizar os índices de criminalidade que põe em xeque a segurança pública em Sergipe? Seria o número de efetivo, as condições para melhorias salariais das polícias, equipamentos... O que?

Nós não temos nenhuma dificuldade na SSP. O grande problema é a grande quantidade de pessoas que se envolvem no crime, e isso não cabe a SSP. Quem forma o criminoso não é a segurança pública. A SSP atua quando alguém pratica crime. O que gostaríamos é que houvesse uma consciência maior e que pudéssemos educar melhor as nossas crianças, impedindo que elas ingressem nas drogas e criminalidade. O que eu queria é que ninguém praticasse crime porque iriamos zerar as demandas da segurança pública. Aqui, efetivamente, nós não temos nenhum problema, nós somos chamados para apresentar soluções. Mas o problema não nasce aqui, que é um local que só surgem soluções para os problemas que nascem na sociedade.

 

Da redação NaPolítica

 



18-08-2017
 

 

 

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