Na Política

Biblia Online

02/11/14 | 19:22h (BSB)

Tem dor que é inevitável

Todos nós passamos por dores e há dores pelas quais não temos como deixar de passar. A mulher grávida, por exemplo, não tem como evitar a dor de parto e, mesmo que conte com todo o aparato da medicina moderna, que lhe proporciona medicamentos para evitar o sofrimento, ainda assim alguma dor irá sentir como a dor das contrações e a dor do pós-operatório. Também em relação a outros tipos de cirurgias e a depender do seu tipo, a dor pode ser mais ou menos intensa, mas sempre existirá.

 

Da mesma forma acontece em outras áreas da vida: passamos por situações em que as dores são inevitáveis. Lembro-me de um colega que precisava fazer um tratamento dentário, mas que tinha muito medo disso (como eu também tenho). Ele pertencia àquela geração que só ia ao dentista quando a situação era crítica, embora vivesse reclamando de dor. Num certo dia ele criou coragem (confesso que eu o incentivei bastante) e foi ao dentista. Fez o tratamento necessário, embora um pouco dolorido, mas venceu aquela situação. Mais tarde, quando falava do assunto, dizia que, se soubesse que seria tão bom experimentar o alívio que estava sentindo, não teria demorado tanto para fazer aquele tratamento. Mas por que demorou tanto? Porque estava querendo evitar a dor.

 

Você sabe que existem pessoas que se casam e depois pensam em separação por conta das lutas e, às vezes, até mesmo por causa de dores no casamento, pois não sabem que essas dores são inevitáveis. O apóstolo Paulo, em certa ocasião, foi bastante mal interpretado por defender (em alguns casos) a solteirice para aqueles que se dedicam ao serviço do reino de Deus. Ele justificou que havia falado aquilo com a intenção de que tais pessoas evitassem o sofrimento, ou seja, no seu entendimento, o casamento, por melhor que seja, traria para eles, inevitavelmente, alguns sofrimentos.

 

Muitas vezes já vi pessoas enfrentando problemas e que a única maneira de se livrar deles era exatamente tomando certas atitudes que os levariam a passar por algum tipo de dor. Porém essas pessoas, querendo evitar a dor, acabam levando o problema adiante até transformá-lo em seu objeto de estimação. Sofrem um pouco a cada dia e para sempre, quando poderiam passar por uma dor maior, mas que seria de uma vez só e depois estariam liberadas para viver de forma aliviada. É claro que, quando falo sobre isso, me refiro a decisões certas, coerentes, orientadas por Deus na nossa vida, mesmo dolorosas, mas, ainda assim, necessárias.

 

Convido você a pensar e repensar: será que não está vivendo um momento em que precisa tomar uma decisão, porém sabe que será dolorosa e, por isso mesmo, não a toma, embora esteja esperando mudança? Desculpe-me se lhe frustro, mas a mudança não virá enquanto você não tiver a coragem de fazer o que tem de fazer, mesmo que venha a doer. Talvez esta seja a grande diferença das pessoas mais maduras nessa vida, pessoas que, a despeito da dor que vão enfrentar, tomam a decisão correta, entendendo que decisões são como plantio que fazemos, e que, com certeza, trará frutos.

 

É isso. Um forte abraço e até a próxima, se Deus disser que sim.

 

Ah, se de alguma forma essas palavras foram interessantes pra você, nos dê um feedback endereçado a luantosilva@msn.com.

 

* Luiz Antonio da Silva, ministro do Evangelho, é pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular no bairro Jardins, em Aracaju, e Supervisor da igreja no Estado de Sergipe. Possui formação acadêmica em Teologia e graduação em Psicanálise Clínica, com pós-graduação em Teoria Psicanalítica. Também é graduado em Administração, com ênfase em Recursos Humanos e pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas. Colunista no Jornal Correio de Sergipe e, agora, no Portal NaPolítica. Contato: luantosilva@msn.com

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